MANEGOLD DE LAUTENBACH, cônego, escritor e preboste de Marbach (fim do século XI). A personalidade deste autor permanece ainda envolta em obscuridade. Exporemos primeiro o que se pode dizer de mais certo a seu respeito. Diversos testemunhos assinalam-nos a existência, por volta de 1080, no convento de Lautenbach, perto de Guebwiller (Alto Reno), de um monge chamado Manegold (nome que se escreve de várias maneiras), que publica nesse momento e nos anos seguintes dois tratados, um contra Wolfelm de Colônia, o outro, muito mais importante, que é a defesa em regra do papa Gregório VII contra os bispos henricianos do Império. Por volta de 1090, reencontra-se essa personagem no convento de Raitenbuch, pequena cidade da Baviera. Por volta de 1090, o monge de Raitenbuch voltou à Alsácia, onde, de comum acordo com o cavaleiro Burchard de Geberschwihr, funda o convento dos cônegos regulares de Marbach, ao sul de Colmar, do qual é o primeiro preboste.
Esse mosteiro devia exercer desde o início uma influência muito feliz sobre a restauração dos costumes e da disciplina eclesiástica na Alsácia. A epidemia que devastou a região em 1095 fez com que, tomados de terror, grande número de nobres que haviam tomado partido pelo imperador e seu antipapa, e que por isso haviam incorrido em excomunhão, viessem fazer-se absolver por M. das censuras incorridas. O preboste de Marbach havia, com efeito, recebido poderes especiais do papa Urbano II. É junto a esse papa que o encontramos por ocasião da estada deste em Tours, em 1096. Jaffé, Regesta, n. 5664. A ação de Manegold na Alsácia desagradou soberanamente a Henrique IV, o qual conseguiu, em 1098, apoderar-se do preboste, que manteve prisioneiro durante bastante tempo, sem que se possa fixar a duração de seu cativeiro. Em 1103, era ainda preboste de Marbach, como resulta de uma bula de Pascoal II. Jaffé, n. 5949. Mas estava morto em 1119, pois o diploma de Calisto II confirmando os privilégios de Marbach é dirigido a seu sucessor Gerung. Jaffé, n. 6763. A data de sua morte tampouco se deixa precisar.
Os pontos que acabamos de assinalar são hoje aceitos pelo conjunto dos historiadores, em particular a identificação do monge de Lautenbach e do de Raitenbuch. Mas uma questão ainda os divide, sobre a qual a unanimidade não parece próxima. Vários documentos de origem francesa ou alemã assinalam, por volta do ano 1090, a atividade errante de um Manegold, qualificado de magister, de philosophus, de quem se destaca a origem alemã, Teutonicus, in teutonica terra, Teutonicorum doctor. Parece que em certo momento ensinou em Paris, onde Guilherme de Champeaux teria sido seu discípulo. Essa personagem havia sido casada e suas filhas ensinaram como ele. Pode-se representar a carreira desse Manegold por aquilo que sabemos de Lanfranco, seu contemporâneo. Devia circular de cidade em cidade, procurando um posto de escolástico que lhe granjeasse honra e proveito. Mais tarde, renunciou a essa existência e retirou-se para um claustro, como resulta de uma carta que lhe dirige Ivo de Chartres desde os primórdios de seu episcopado (1091), Epist., xl, P. L., t. clxii, col. 51-52. Esse convento não é designado, mas estava situado em outro país que não a França.
Será essa personagem a mesma que Manegold de Lautenbach? A identificação já é feita pelo Anônimo de Melk, que deve ter redigido sua compilação pouco depois de 1130. Eis o que escreve: Manegoldus preter modernorum, magister magistrorum, strenuus assertor veritatis fuit, a qua nec promissis, nec minis schismatici regis Henrici potuit. Quinimmo in dissensione illa, que inter Gregorium septimum et Henricum quartum exorta fuit, pro tuenda iustitia laboravit usque ad vincula. Extat ad eum scripta quaedam consolatoria Ivonis episcopi Carnotensis epistola. De script. eccles., c. CV, P. L., ccxiii, col. 981-982. Essa informação, proveniente de Melk, na Áustria, lugar muito próximo dos acontecimentos e que não está distante de Raitenbuch, merece com certeza ser levada em consideração; ela ditou a atitude dos eruditos antigos, em particular de Fabricius e dos autores da Histoire littéraire de la France, t. ix, Paris, 1830, p. 280-290.
Mas no fim do século XVIII começam as divergências entre os críticos; chegar-se-á a repartir os fatos que assinalamos entre duas e até três (se não por vezes quatro) personagens. Em 1868, Giesebrecht, reagindo contra certos excessos da crítica, reduz a dois os Manegold do século XI. Um é o Magister cuja atividade, apesar de sua origem alemã, se desenvolve sobretudo na França entre 1070 e 1090; deve ter nascido por volta de 1030. O outro é Manegold de Lautenbach, um pouco mais jovem que o precedente, nascido por volta de 1060, monge de Lautenbach, depois de Raitenbuch, depois de Marbach. Adversário de Henrique IV e sua vítima. — Essa tese de Giesebrecht foi adotada por Kuno Francke, em sua edição do tratado de Manegold (1891); parecia dever impor-se à aceitação geral, quando foi combatida por J.-A. Endres, em um artigo do Historisches Jahrbuch de 1901.
Esse autor apresenta sólidas razões pela identidade do Manegold que circula na França por volta de 1060 e daquele que se encontra em Lautenbach em 1080. Apoia-se muito particularmente no dado tão claro e tão próximo dos acontecimentos do Anônimo de Melk, na carta de Ivo de Chartres, que supõe o Manegold francês retirado para um convento situado fora da França. Essa tese não carece de verossimilhança; não há nenhuma dificuldade em reconstituir, nessa hipótese, o curriculum vitae de Manegold. Nascido na Alsácia, começa por ensinar, como indica, em sua pátria, uma vida de Theodger, bispo de Metz, que foi seu aluno, passa à França, depois decide-se, como tantos outros, a praticar a vida monástica, em Lautenbach, que era talvez seu país de origem. É depois de seu retorno da Baviera que recebe em Marbach a carta de Ivo de Chartres.
O conjunto dessa tese é bem ligado; resta, porém, se a aceitamos, uma dificuldade a resolver. No início do livro dirigido contra os henricianos em 1085, Manegold, monge de Lautenbach, declara que é para obedecer a seu prior que empreende uma tarefa que ultrapassa suas forças. Sermone rusticus, como poderia dar lição aos grandes? Aetate immaturus, como poderia dirigir-se a pessoas de experiência? Insistindo um pouco nas palavras aetate immaturus, pode-se fazê-lo significar que nesse momento o autor do livro é ainda relativamente jovem.
Ora, se nos reportarmos a uma crônica de Ricardo de Cluny, publicada em Muratori, Antiquitates italicae, t. iv, col. 1085 C, lê-se a propósito do reinado de Henrique I da França (1031-1060): His temporibus florere cœpit in teutonica terra Manegoldus philosophus, divinis et saecularibus litteris ultra coaetaneos suos eruditus. Uxor quoque et filiae ejus religione florentes multam in Scripturis habuere notitiam et discipulos proprios filiae ejus praedictae docebant. Por mais tarde que se situem, no período considerado, os começos de Manegold na Alsácia, chegar-se-á à conclusão de que é por volta de 1050 que essa personagem começava a fazer falar de si; é preciso que tivesse ao menos uns vinte anos. Isso colocaria seu nascimento por volta de 1030; se ele é o autor do tratado de polêmica contra os henricianos, como pode qualificar-se, em 1085, de aetate immaturus? A objeção é séria, e só se pode resolvê-la, pensamos, alegando a imprecisão e por vezes a inexatidão dos dados cronológicos de Ricardo de Cluny, para rejeitar seu testemunho.
Aliás, a Crônica de Fleury, publicada por Duchesne, Hist. Franc. script., t. iv, p. 89 C, reúne sob o reinado de Filipe I (1060-1108) Lanfrancus Cantuariorum episcopus, Guido Langobardus, Maingaudus teutonicus, Bruno Remensis qui postea vitam duxit heremiticam. Todavia, mesmo tomando com todas as reservas as informações de Ricardo de Cluny, resta ainda a dificuldade do epíteto immaturus que se aplicaria um homem que já havia ensinado durante certo tempo, que adquirira renome de mestre e que fizera, em suma, uma carreira bastante brilhante. Essa objeção feita por Giesebrecht à identificação do Magister Manegoldus e do Manegoldus de Lautenbach não nos parece, portanto, inteiramente resolvida. Seja como for desse ponto, ele permanece secundário do ponto de vista da história literária.
O Anônimo de Melk, com efeito, só atribui ao autor que descreve obras que desapareceram: Hic textum Isaiæ super Matthaeum vero glossas continuas scribit. Scribit quoque super Psalterium opus praestantissimum, super... et aurum obryzum speciosum. P. L., t. ccxiii, col. 982. O trabalho sobre os Salmos mencionado em último lugar poderia bem ser o Manegaldi Teutonicorum doctoris glossarium super Psalt. secundum Augustinum, cui praemittitur prologus valde prolixus, mencionado por Montfaucon no catálogo dos manuscritos da biblioteca de Saint-Allyre de Clermont-Ferrand, Bibl. bibliothecarum, t. II, p. 1264, n. 96, e cujo rastro não se pode seguir.
Quanto ao monge de Lautenbach, é certamente o autor de dois tratados de polêmica que foram publicados ambos: o Liber contra Wolfelmum, desde o século XVIII, por Muratori, o Liber ad Gebehardum, muito mais recentemente por Kuno Francke, nos Monum. Germ. hist., Libelli de lite, t. I, 1891, p. 308-430. Embora se tenha sustentado o contrário, este último editor parece-nos ter demonstrado que o Liber ad Gebehardum foi composto primeiro. Escrito em resposta ao panfleto de Wenric de Trier contra Gregório VII, que data de 1080-1081, é anterior à morte desse papa, o qual em toda parte é suposto vivo. Sua composição situa-se, portanto, entre 1081 e 1085 e mais perto, sem dúvida, da segunda data. O Liber contra Wolfelmum foi redigido após a morte de Gregório VII, do qual se diz que está agora na glória locum habitationis gloriæ Dei adeptus. Mas, como a final desse livro anuncia que o autor vai responder imediatamente ao panfleto de Wenric. É preciso admitir que essa resposta (o Liber ad Gebehardum) não foi publicada logo após sua composição, mas guardada algum tempo em portfólio por razões diversas e, pode-se supor, por causa das perturbações que forçaram Manegold a deixar a Alsácia para retirar-se a Raitenbuch.
[I. 182] O Liber ad Gebehardum faz parte dessa imensa literatura de combate suscitada no último terço do século XI pelas iniciativas de Gregório VII, e cujas diversas manifestações K. Mirbt estudou, Die Publizistik im Zeitalter Gregors VII, Leipzig, 1894. Teodorico, bispo de Verdun (1047-1088), um dos mais devotados partidários de Henrique IV, mandou compor, por volta de 1080, no momento em que a luta se exaspera entre o imperador e o papa, por um escolástico de Trier, Wenric, um panfleto muito hábil, dirigido contra Gregório. Sob a forma de uma carta, de aparência cortês, dirigida ao papa, o autor expõe os agravos dos henricianos contra a pessoa e os atos do pontífice. Esse libelo teve repercussão considerável na Alemanha. A pedido de seu prior, Hermann, Manegold empreendeu refutá-lo: assim foi composto o volumoso tratado dedicado pelo monge de Lautenbach a Gebhard de Salzburgo, um dos mais enérgicos defensores de Gregório VII. É um arrazoado, de um vigor que confina com a violência, em favor do papa atacado pelos henricianos.
O plano é claro e, aliás, indicado no próprio prefácio: Manegold defenderá primeiro a pessoa de Gregório, indignamente caluniada (c. VIII-XVI); depois, tendo posto em princípio o direito supremo do papa na Igreja (c. VII), discutirá as medidas tomadas por Gregório contra a simonia, o nicolaísmo e a investidura laica, e mostrará seu bem-fundado (c. XVII-XXIV), remetendo para o fim do tratado a discussão de outra proibição promulgada pelo papa. Entrementes, justificou a política da Santa Sé a respeito do Império, o direito do papa de depor o imperador (c. XXV-XXX), a oportunidade de apelar às armas contra os cismáticos (c. XXXI-XLVI), de desligar os súditos do juramento de fidelidade (c. XLVII-L). Uma longa refutação dos princípios henricianos sobre a investidura laica, onde são examinadas as razões de direito e de fato apresentadas pelos partidários do imperador (c. LI-LXVII), introduz a dissertação final anteriormente anunciada sobre o direito do papa de proibir aos fiéis os ofícios dos sacerdotes indignos (c. LXVIII-LXXVIII).
Esse plano, ao qual o autor permanece quase fiel, é vigorosamente executado; os conhecimentos escriturísticos, canônicos, patrísticos e históricos de que Manegold dispõe são judiciosamente empregados. Digam o que disserem os críticos protestantes, o tom, embora muito veemente, não descamba para a trivialidade; talvez se devesse censurar-lhe, contudo, o ser demasiado continuamente tenso.
O autor, de toda evidência, não se preocupa com efeitos literários, e toda a sua arte consiste em desferir aos adversários uma argumentação que julga sem réplica. Tudo isso, porém, não seria muito novo, se não se descobrisse neste tratado algo de todo original: a discussão do direito divino dos reis, ao qual o autor opõe a teoria contratual do poder (Ver sobretudo c. XXX, Quod rex non sit nomen naturae, sed vocabulum officii, p. 365, 366). Longe de ser um direito hereditário de dispor do povo a seu bel-prazer, a realeza é uma função delegada ao soberano pela nação; e essa função implica deveres antes de conferir direitos: Neque enim populus eum (sc. regem) super se exaltat, ut liberam in se exercere sc. tyrannidis facultatem concedat, sed ut a tyrannide ceterorum et improbitate defendat.
Se o pacto tácito que liga a nação ao soberano não é respeitado por este, não resta ao povo senão despedir o infiel depositário do poder: Ut enim exemplum de rebus vilioribus trahamus, si quis alicui digna mercede porcos suos pascendos committeret, ipsumque postmodo eos non pascere sed furari, mactare et perdere cognosceret, nonne, promissa mercede etiam sibi retenta, a porcis pascendis eum contumelia illum amoveret. Sem dúvida, a regra geral é de respeitar o poder estabelecido; mas os textos escriturísticos que afirmam essa obrigação e que Manegold recorda na esteira de Wenric (c. XLIII, p. 385) só têm um valor condicional. É aí que intervém o papa. Qual é o seu papel, quando desliga os súditos do juramento de fidelidade que prestaram a seu príncipe? Tenta simplesmente tranquilizar a consciência do povo, declarando que o pacto concluído tacitamente entre a nação e o soberano foi rompido ipso facto pelas faltas do rei. Não é o papa quem rasga o contrato, é o próprio soberano quem o despedaçou; o papa limita-se a constatar essa ruptura e convida o povo a tirar dela as consequências (c. XLVII-XLIX). Como se vê, a teoria, digam o que disserem Mirbt, loc. cit., p. 228 sq., sustenta-se perfeitamente; aproxima-se de certo modo da teoria do poder indireto dos papas sobre o temporal dos reis, que se esboça na mesma época.
O Liber contra Wolfelmum de Lautenbach está longe de apresentar o mesmo interesse. Nele se agita principalmente a questão das relações entre a filosofia e a lei, mas de maneira muito superficial. Outrora Manegold discutira com esse Wolfelm sobre as vantagens maiores ou menores que havia em utilizar, na exposição da fé cristã, os dados da filosofia antiga. Espírito mais convicto que sutil, o monge de Lautenbach insistira sobretudo nos numerosos erros de que eram responsáveis os sábios do paganismo, e tentara demonstrar, não sem alguma impertinência, a seu interlocutor que perdia com demasiada frequência de vista tanto as verdades cristãs como seus fundamentos escriturísticos e patrísticos. Este, muito apaixonado pelos conhecimentos filosóficos que julgava possuir, concordava que os antigos haviam por vezes errado; julgava-os, contudo, utilizáveis para a explicação do dogma. A disputa havia se envenenado muito.
Manegold retomou depois, nesse opúsculo, o tema do debate. No momento em que o redigiu (foi, como dissemos, após a morte de Gregório VII), seu interlocutor de outrora havia passado, parece-lhe, ao partido henriciano: por isso a obra termina por uma invectiva apaixonada contra os prelados de todas as ordens favoráveis ao antipapa Guiberto; é a esse propósito que Manegold anuncia sua intenção de responder ao panfleto de Wenric de Trier contra Gregório VII. A disposição do livro carece de precisão, e nem sempre se apreende o encadeamento lógico das ideias. Dom Ceillier destacou minuciosamente os diversos testemunhos que esse opúsculo traz à doutrina cristã em geral e aos ensinamentos sacramentários em particular. Quem é esse interlocutor de Manegold, tão duramente tratado? Quase não há dúvida de que seja o Wolfelm, abade de Brauweiler (região de Colônia) entre 1065 e 1091, que é honrado como bem-aventurado, e a quem os bolandistas consagraram uma notícia, Acta sanctorum, ed. de 1675, abril, t. III, p. 77. A rispidez com que Manegold o repreende prova que o futuro preboste de Marbach ignorava a arte das nuances e nem sempre tinha o senso da oportunidade.
— 1° Edições. O Opusculum contra Wolfelmum, publicado por Muratori, Anecdota latina, t. IV, p. 163, passou para P. L., t. CLV, col. 149-176; K. Francke deu uma recensão do prólogo, da tabela dos capítulos e dos capítulos XXII-XXIV, nos Monum. Germ. hist., Libelli de lite, t. I, 1891, p. 303-308. O Liber ad Gebehardum é publicado pela primeira vez por K. Francke, ibid., p. 308-430.
2° Testemunhos antigos relativos aos dois Manegold. — 1. O monge de Lautenbach: Indicações fornecidas pelo próprio autor: Ad Gebehard., prol., loc. cit., p. 311, 312; Cont. Wolfelm., prol., p. 303; c. XXIII, p. 308; Gerhoh de Reichersberg, Dialogus de differentia clerici saecularis et regularis, em Pez, Thes. anecdot. novissimus, t. II b, p. 491, B-C: dirigindo-se ao secular, o regular lhe diz: Legi librum a nostri claustri quondam decano Manegoldo contra Gregorii VII laceratores compositum, et invenies in eo fortissimis auctoritatibus probatum quod et nos probare contendimus; segue uma descrição muito completa do Liber ad Gebehardum; ora, Gerhoh fazia parte do convento de Raitenbuch.
Para a estada de Manegold em Marbach, além da bula pontifícia citada acima, Jaffé, n. 5949, ver Annales Marbacenses, nos Monum. Germ. hist., Script., t. XVII, p. 157: Anno 1090... fundata est Marbacensis Ecclesia sancti Augustini a militari et illustri viro, Burchardo de Gebelesvilre, cujus adjutor et cooperator fidelissimus magister Manegoldus de Luotinbach exstitit; o Chronicon Bertholdi, an. 1094, ibid., t. V, p. 459; an. 1098, p. 466; 2. O Magister teutonicus, Ivo de Chartres, Epist. XI, P. L., t. CLXII, col. 51, 52. — Quase contemporâneo, Baudry de Bourgueil assinala no epitáfio de Gérard de Laon que ele foi aluno de Manegold: Uberibus, Manegaude, tuis lactatus abunde, etc., Du Chesne, Histor. Franc. scriptores, t. IV, p. 269. Otão de Freising, por volta de 1150, prefácio do V de sua Crônica, nos Monum. Germ. hist., Script., t. XX, p. 213, 214: a sabedoria do Oriente espalhou-se no Ocidente, « et est ad Gallias et Hispanias, nuperrime diebus istis illustrium doctorum, Berengarii, Manegoldi, Anselmi, translatione appulsa ». A Crônica de Henrique, em Du Chesne, Histor. Franc. scriptores, t. IV, p. 896. — A Crônica de Ricardo de Cluny, em Muratori, Antiquitates ital., t. IV, col. 1185 C (a notícia de Tolomeu de Lucca, em Muratori, Script. rer. ital., t. XI, col. 1060, depende dela e não constitui testemunho independente).
3° Confusão dos dois Manegold. Anonymus Mellicensis, De scriptoribus ecclesiasticis, c. CXXIII, P. L., t. CCXIII, col. 981, 982. Henrique de Gand, Liber de scriptoribus illustribus, c. XXVIII: ingenii sui monumenta in expositione Psalmorum et epistolarum Pauli posteris reliquit. — 3° Notícias literárias e trabalhos. Fabricius, Bibliotheca latina mediae et infimae aetatis, V, Hamburgo, 1736, p. 35-36; Histoire littéraire de la France, t. IX, 1750, p. 280-290, fornece um levantamento extremamente minucioso de todos os testemunhos conhecidos na época; D. Ceillier, Histoire des auteurs sacrés et ecclésiastiques (1757), 2ª ed., t. XIII, p. 583-586, dá a análise detalhada do Liber ad Wolfelmum; Pez, Thes. anecd. novissimus, t. II b, p. xxix sq.; W. Giesebrecht, Magister Manegold von Lautenbach dans Sitzungsberichte der Bay. Akademie zu München, 1868, t. II, p. 297- 330; P. Ewald, Chronologie der Schriften Manegolds von Lautenbach, dans Forschungen zur deutsch. Gesch., 1876, t. XVI, p. 388-395; N. Paulus, Études nouvelles sur Manegold de Lautenbach, dans Revue catholique d'Alsace, 1886, t. V, p. 209-220, 273-289, 337-343; K. Mirbt, Die Publizistik im Zeitalter Gregors VII, Leipzig, 1891; Endres, Manegold von Lautenbach magister magistrorum dans Historisches Jahrbuch, 1901, t. XXII, p. 168-176; A. Fliche, Les théories germaniques de la souveraineté à la fin du XIe siècle, dans Revue historique, 1917, t. CXXV, p. 1-67; do mesmo, uma lição publicada na Revue des cours et conférences, maio de 1923, XXIVe année, p. 1128-1135.
É. Amann.
Autor original: E. Amann
A extração e a tradução foram feitas por IA e em caso de algum erro podem entrar em contato com o editor