LEBRET Maturino, que se quer originário do Maine, menor observante da província de Tours, professo do convento de Laval, era qualificado por um contemporâneo como «bom pregador, letrado de boa fama», por ocasião da quaresma que havia dado em Laval em 1523. Consagrou-se sobretudo ao ensino e durante vinte e cinco anos explicou o Scriptum oxoniense do Doutor sutil. Sentindo aproximar-se o fim de sua carreira, quis continuar, depois de sua morte, a trabalhar na formação de seus jovens confrades, deixando por escrito o resumo de suas lições. Não foi sem esforço que chegou a isso; enfim, em 1º de novembro de 1528, entregava sua obra às mãos do provincial, rogando-lhe que a mandasse imprimir.
Apareceu sob o título de Parvus Scotus lavallensis, que o frontispício do livro explica como segue: Fratris Mathurini Lebret lectura in quatuor libros sententiarum Scoti, sive clavis theologiæ scoticœ, seu parvus Scotus lavallensis dictus a prædicto venerabili patre observantino de provincia Turoniæ, familiarissimo lectore et pro actu legendi ab ipso diu continuato sæpeque repetito, annis scilicet quinque et viginti vel circa... in conventu minorum de Lavalle elucidatus et compositus, singularumque questionum Doctoris subtilis in Opere anglicano, in-4° de mais de mil páginas, Angers, 1529. As seis últimas folhas apresentam uma Expositio officii sanctissimœ Trinitatis et prosae eucharisticæ. O P. Lebret adverte modestamente ter posto pouco de seu próprio fundo em seus comentários, mas ter-se inspirado principalmente nos escritos de Étienne Brulefer e nos do P. Nicolas Maliverne, guardião do convento da Baumette, perto de Angers, do qual, contudo, não se assinala nenhuma obra.
Wadding-Sbaraglia, Scriptores ordinis minorum, Rome, 1806; Hauréau, Histoire littéraire du Maine, t. vii, Paris, 1874.
P. Edouard d'Alençon.
Autor original: P. Edouard d'Alençon
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