LAZARISTAS (CONGREGAÇÃO DOS)

LAZARISTAS (CONGREGAÇÃO DOS)

LAZARISTAS (CONGREGAÇÃO DOS). A congregação da Missão, chamada dos Lazaristas por causa do priorado de São Lázaro, onde estabeleceu sua casa-mãe desde 1632, orgulha-se de ter por fundador são Vicente de Paulo. Embora esse grande santo seja conhecido sobretudo por suas instituições de caridade e não tenha deixado outro escrito teológico além de um pequeno tratado manuscrito sobre a graça, ele tem sua parte, e uma parte considerável, na obra de conservação e difusão da fé. Por sua ação pessoal contra as heresias de seu tempo, o protestantismo e o jansenismo, por seu papel no Conselho de Consciência, pela fundação de seus dois Institutos, os missionários e as Filhas da Caridade, por suas conferências aos sacerdotes da Conferência das terças-feiras, que formavam a elite do clero de Paris, pela instituição dos seminários, ele preparou uns para bem dar os ensinamentos da Igreja e dispôs os outros a bem recebê-los.

Apesar do que se tenha dito nos meios jansenistas, são Vicente tinha em alta estima a ciência e os sábios; não havia ele próprio prestado na Universidade de Toulouse os exames do bacharelado em teologia, que lhe davam o direito de ensinar o Mestre das Sentenças, e na Universidade de Paris a licenciatura em direito canônico? Seus conselheiros mais escutados não eram eminentes doutores da Sorbonne? O que pôde enganar sobre seus verdadeiros sentimentos é que ele coloca sempre a virtude em primeiro lugar e considera a ciência sem a virtude como praticamente estéril e até perigosa. « É preciso ciência, dizia ele aos seus, e ai daqueles que não empregam bem o seu tempo! Mas temamos, temamos, e, se ouso dizer, tremamos e tremamos mil vezes mais do que eu saberia dizer; pois aqueles que têm espírito têm muito a temer: scientia inflat; e aqueles que não o têm, é ainda pior, se não se humilham. » Collection saint Vincent de Paul, Paris, 1920-1925, t. xi, p. 128. É preciso saber para converter; mas o número das conversões se proporciona ordinariamente aos graus do saber? Não; a virtude tem a sua parte, e essa parte é maior do que a da ciência. « Não se crê num homem por ser muito sábio, mas porque o estimamos bom e o amamos. O diabo é muito sábio, e contudo não cremos em nada do que diz, porque não o amamos. Foi preciso que Nosso Senhor tivesse previamente conquistado pelo seu amor aqueles que quis fazer crer nele. Façamos o que quisermos; jamais se crerá em nós se não testemunharmos amor e compaixão àqueles que queremos que creiam em nós. » Collection saint Vincent de Paul, t. i, p. 295; ver também t. xi, p. 65.

Tal é o princípio; eis agora as conclusões, humilde e respeitosamente. « Trabalhemos. Que não se desafiem os ministros (protestantes) no púlpito; que não se diga que não saberiam mostrar nenhuma passagem de seus artigos de fé na Sagrada Escritura, a não ser raramente e em espírito de humildade e de compunção; pois de outro modo Deus não abençoará o nosso trabalho; afastaremos de nós os pobres; julgarão que houve vaidade em nosso procedimento e não nos crerão. » Collection saint Vincent de Paul, t. i, p. 295. Essas palavras, que são Vicente dirigia a um de seus missionários para reprimir um zelo exagerado e desastrado, permanecem sempre verdadeiras. O próprio são Vicente havia experimentado a eficácia desse método, e o recorda em outro lugar: « Aprouve a Deus servir-se deste miserável para a conversão de três pessoas...; a doçura, a humildade e a paciência, ao tratar com esses pobres desviados, são a alma desse bem. » Collection saint Vincent de Paul, t. i, p. 66.

A apologética prática, aquela que conduz a resultados, não é, pois, feita apenas de argumentação. Ao lado da apologética que se dirige ao espírito, há a que fala ao coração; uma completa a outra. Se são Vicente insiste mais na segunda, é porque lhe reconhece maior eficácia. Jamais, porém, negligenciou a primeira. Às lições de teologia que se davam em São Lázaro, acrescentou exercícios práticos de controvérsia. Essas reuniões revestiam certa solenidade, pois toda a comunidade assistia a elas, e com ela convidados de fora. Viram-se ali controversistas famosos, como o P. Véron, Girodon, doutor da Sorbonne, e um leigo de grande reputação, Beaumais, que repartia seu tempo entre as discussões teológicas e seu comércio de armarinho. Depois de ouvir a argumentação de dois jovens escolásticos, dos quais um fazia o papel de huguenote, esses sábios expunham seus métodos e davam seus conselhos. São Vicente de Paulo também tomava a palavra. Não se cansava de dizer a seus jovens discípulos: « Estudai, estudai. » E logo acrescentava: « Estudai para melhor servir a Deus, não para aparecer; scientia inflat. » E ainda: « Desconfiai das opiniões particulares e novas. » Règles communes, c. xii, art. 7 e ss.

Ao dizer essas palavras, seu pensamento voltava-se para um compatriota e antigo amigo, homem de vasta erudição, que o orgulho arrastara para fora das vias da ortodoxia, Jean Duvergier de Hauranne, abade de Saint-Cyran. Nos dias em que se abriam em confidências, esse abade pusera são Vicente a par de seus projetos: reformar a Igreja, que já não era a de Cristo, para voltar à Igreja primitiva, que era a única verdadeira. Ao abade de Saint-Cyran sucedera Antoine Arnauld, autor de um livro sobre a comunhão frequente que parecia ensinar que, para receber a santa eucaristia, é preciso uma pureza angélica. Não era isso tender a afastar os fiéis da comunhão? Não era levar a concluir que os que comungam com frequência, ou dizem a missa todos os dias, como fazia o próprio Arnauld, eram temerários e orgulhosos? Diante desse resultado e dessa inconsequência, o bom senso de são Vicente se revoltava. Nunca se dirá o bastante todo o zelo que o santo sacerdote desdobrou para sufocar, desde o nascimento, um movimento que devia durante dois séculos lançar a divisão e a perturbação na Igreja da França. Os sacramentos eram abandonados, o dogma contradito, a Igreja combatida; era dever de Vicente de Paulo agir; agiu. Se não pôde extirpar a heresia, limitou-lhe os estragos.

Membro do Conselho de Consciência, afastou os inovadores das cátedras das universidades e das sedes episcopais; superior de várias comunidades, manteve-as na ortodoxia por uma vigilância contínua. Àqueles de seus amigos que via seduzidos pela austeridade da nova doutrina, estendia uma mão socorredora. Se não pôde reerguê-los todos, reteve um grande número. Hippolyte Féret, vigário-geral de Paris, que ele esclarecera sobre os verdadeiros desígnios do partido, sempre lhe foi grato por esse serviço. Sobre os bispos de Alet e de Pamiers, Nicolas Pavillon e Étienne Caulet, sua influência foi real. É verdade que esses dois prelados recusaram associar-se a seus colegas do episcopado francês quando foram instados a assinar a súplica enviada a Roma para denunciar os erros jansenistas; mas isso se devia menos a uma divergência de doutrina do que a uma diferença de tática; estavam persuadidos de que o silêncio daria mais depressa conta do jansenismo do que uma condenação. Se não faziam ato de sabedoria ao se absterem, sua abstenção nada tinha de contrário à ortodoxia. Por isso são Vicente continuou a dar-lhes sua confiança. Étienne Caulet pregou um retiro de ordenação em São Lázaro em 1656, dois em 1657; a convite do santo, fez a viagem a Senlis, em 1656, para decidir Jean Deslyons a submeter-se ao papa. Quando seus negócios o chamavam a Paris, era hóspede de São Lázaro. Foi também nessa casa que Pavillon foi convidado a hospedar-se, com seu séquito e sua família, quando, em 1657, os Estados do Languedoc o deputaram junto ao rei. Foi somente depois de 1660, quando o santo fundador da Missão já não estava presente para auxiliá-los com seus conselhos, que os bispos de Alet e de Pamiers resistiram abertamente às prescrições da Santa Sé.

A ação do santo ultrapassava o círculo de seus amigos e discípulos. Decidido, em vista dos profundos estragos que causava o jansenismo, a obter uma condenação da autoridade suprema, recolheu as assinaturas dos bispos, enviou doutores a Roma para frustrar as intrigas do partido, proporcionou-lhes os fundos necessários e, quando o sumo pontífice se pronunciou, redobrou os esforços para trazer os dissidentes à obediência. São Vicente de Paulo sabia conciliar admiravelmente os deveres da caridade com os da fé; se detestava e combatia as ideias, amava e respeitava as pessoas. Uma palavra sua teria podido atrair sobre o abade de Saint-Cyran, da parte de Richelieu, os castigos mais temíveis; essa palavra, que lhe pediam com insistência, recusou-se a pronunciar. Foi lançar água benta sobre o caixão do abade, deu a abadia de Saint-Cyran a seu sobrinho e fiel discípulo, o Sr. de Barcos, continuou a manter relações com pessoas que olhavam com bons olhos o movimento de Port-Royal, como a rainha da Polônia, Ana Maria de Gonzaga, e seu confessor Fleury; Jean Deslyons, deão de Senlis; Henri Arnauld, bispo de Angers; Félix Vialart, bispo de Châlons-sur-Marne; o conde e a condessa de Liancourt.

Respeitar as pessoas cujas ideias se combatem não é o verdadeiro, o único meio de reconduzir as inteligências extraviadas? São Vicente recomendava esse método a seus sacerdotes; pedia-lhes mesmo que só atacassem as ideias se houvesse para isso uma verdadeira necessidade. « Jamais, escrevia a um dos seus, jamais disputamos sobre essas matérias, jamais pregamos sobre elas, nem jamais falamos delas nas companhias, se não nos falam; mas, se o fazem, procura-se falar delas com a maior reserva possível, exceto o Sr. Gilles, que se deixa levar um pouco por seu zelo; ao que procurarei remediar, com a ajuda de Deus. » Collection saint Vincent de Paul, t. iii, p. 328. Ao repreender assim os que eram animados de um zelo excessivo, ao pedir a seus sacerdotes que não se demorassem em discutir as questões do dia diante de ordinandos ou de alunos, são Vicente dava prova de prudência e de sabedoria, pois a moderação é uma condição do sucesso.

Sua influência era tanto maior para impedir a difusão do erro quanto, pelos seminários maiores confiados em diversas dioceses à sua congregação, se estendia à formação teológica de grande número de clérigos e sacerdotes. Quando o concílio de Trento terminou em 1563, o clero da Igreja da França, composto de sacerdotes demasiado numerosos sem vocação, sem virtude e sem instrução teológica, tinha grande necessidade de reforma. A instituição dos seminários era, aos olhos de todos, o melhor dos remédios. Os fundadores do Oratório, de Saint-Nicolas, de Saint-Sulpice e de São Lázaro aplicaram-se a essa obra com um zelo que Deus recompensou. São Vicente de Paulo fundou em Paris o seminário maior dos Bons-Enfants, onde sacerdotes e simples clérigos vinham formar-se, de todas as dioceses da França, e enviou seus missionários para dirigir os de Annecy, Cahors, Alet, Saintes, Troyes, Saint-Méen, Tréguier, Agen, Périgueux, Montauban, Agde, Meaux, Montpellier e Narbona.

Pedia-lhes antes de tudo que afastassem do santuário aqueles que Deus ali não chamava, que dessem aos outros hábitos de virtude e os preparassem para a vida do ministério, isto é, que ensinassem aos seminaristas como deveriam dizer a missa, administrar os sacramentos, recitar o ofício divino, pregar, cantar, catequizar, resolver os casos de consciência. Naquele tempo, o seminário durava pouco: aqui alguns meses, ali um ano, no máximo. Era preciso ir ao mais urgente. Não podia, pois, tratar-se de estudos aprofundados sobre a filosofia, a teologia dogmática, a Escritura Sagrada e os outros ramos das ciências eclesiásticas. Para os que desejavam conhecer essas matérias, as universidades ofereciam excelentes mestres. O seminário, tal como o concebia são Vicente, devia ser sobretudo uma escola de virtude e de ensino prático. Se os bispos de então tivessem tido mais tempo a dar à formação de seus clérigos, certamente teriam dado lugar mais amplo ao estudo das ciências teóricas; e o fundador da Missão não teria pedido mais. O santo havia refletido longamente sobre a melhor maneira de ensinar, e se detivera num método que pedia a seus professores que seguissem. Nada de cursos ditados. Os ditados tomam um tempo considerável e servem pouco.

Mais tarde o seminarista preferirá consultar os livros impressos a seus cadernos manuscritos. Explicação, pelo mestre, de algumas páginas de um bom manual; recitação, pelo aluno, das páginas explicadas na véspera ou pela manhã; solução, pelo primeiro, das dificuldades propostas pelo segundo. Tais eram, para ele, os três atos principais que deviam tornar a aula interessante e proveitosa. Collection saint Vincent de Paul, t. ii, p. 212.

Formados por ele, os sacerdotes da Missão aplicaram seus princípios e métodos nos numerosos seminários maiores cuja direção tiveram na França e no estrangeiro. Em 1792, quando explodiu a grande Revolução, de 160 seminários maiores franceses, dirigiam 51. Tinham ainda uns trinta na Polônia, na Áustria, na Espanha e em Portugal. No século XIX, depois de seu restabelecimento, retomaram pouco a pouco suas obras, que se desenvolveram até 1903, ano doloroso para eles como para a Igreja da França. Dirigiam então nesse país vinte seminários maiores e três na Argélia. Ainda hoje, sem falar da França e de suas colônias do Norte da África, dirigem cerca de cinquenta na Espanha, na Itália, na Polônia, na Irlanda, na China, nos Estados Unidos, no México, nas Antilhas, em Honduras, na Costa Rica, no Peru, na Bolívia, no Brasil, na Colômbia, no Equador, no Paraguai e nas Ilhas Filipinas.

No ensino da teologia, os sacerdotes da Missão têm por princípio seguir as doutrinas tradicionais. « Tanto mais que as opiniões novas e particulares prejudicam muitas vezes seus autores e seus sectários, diz-se em suas Règles communes (c. xi, art. 7), todos e cada um se guardarão dessa espécie de novidade e particularidade; ao contrário, mostrar-se-ão sempre, tanto quanto possível, uniformes em sua doutrina, em seus discursos e em seus escritos, de sorte que, segundo o Apóstolo, possamos de algum modo ter todos um mesmo saber, um mesmo sentimento e um mesmo discurso. » O diretório dos professores de teologia dá-lhes por guia santo Tomás de Aquino e proíbe-lhes afastar-se dele, a não ser quando sua opinião é combatida por argumentos sólidos e comumente aceitos, como na questão da Imaculada Conceição da santa Virgem. Art. 6. Sob a salvaguarda dessas regras, os sacerdotes da Missão sempre deram nos seminários um ensino ortodoxo. Combateram, nos tempos em que esses erros se propagavam, o quietismo, o galicanismo, o jansenismo, o fideísmo, o racionalismo e o modernismo. Antes da decisão oficial da Igreja, defendiam os dogmas da Imaculada Conceição e da infalibilidade pontifícia. É verdade que no século XVIII alguns membros da Companhia se deixaram ganhar pelo espírito jansenista; mas os superiores gerais velavam; não hesitaram em excluir os obstinados, por mais alto que estivessem colocados. No auge da crise, em 1724, a Assembleia geral votou, por unanimidade de seus membros, uma fórmula de submissão às bulas dos sumos pontífices e especialmente àquelas que condenavam Jansênio e as Réflexions morales do P. Quesnel.

Se na longa lista dos teólogos se encontram poucos nomes portados por sacerdotes da Missão, é que não está em seus hábitos compor livros. Pierre Collet é o mais conhecido; o Dictionnaire de théologie enumerou as obras de que é autor. Ver t. iii, col. 364. Entre os lazaristas que publicaram escritos teológicos, assinalemos ainda, na ordem cronológica de sua morte: Victor-Amédée Soardi (1713-1752): De suprema romani pontificis auctoritate hodierna Ecclesiœ gallicanœ doctrina, 2 vol. in-4°, Avignon, 1747; Auctoritas pontificia notissimo Cupriani facto a quibusdam neotericis acriter impugnata, sed a sapientissimis Galliœ theologis solide vindicata, dissertatio historico-dogmatica, in-4°, Avignon, 1749. Louis-Joseph François (1751-1792): Examen de l'Instruction de l'Assemblée nationale sur la constitution du clergé, n. d.; Défense de mon apologie, in-8°, s.l.; Mon apologie, in-8°, Paris, 1791; Point de démission, in-8°, 1791; Il est encore temps, in-8°, 1791; Réflexions sur la crainte du schisme par laquelle on essaie de justifier la prestation du serment civique, in-8°, 1791; Réponse à M. Camus, in-8°, 1791; Lettres sur la juridiction épiscopale. François-Florentin Brunet (1731-1806): Traité des devoirs des pénitents et des confesseurs, in-12, Metz, 1788; Parallèle des religions, 5 vol. in-4°, Paris, 1792; Elementa theologiœ ad omnium scholarum catholicarum usum novo ordine aptatæ, 5 vol., in-4°, Rome, 1801-1804. André Pohl (1742-1820): Theologia dogmatica et moralis, 4 vol. in-8°, Vilna, 1809. Jean-Baptiste Logerot (1762-1833): Tractatus de justitia et jure, 2 vol. in-12, Paris, 1827.

Pierre Biancheri (1793-1863): Esposizione teologico-critica dei misterii e sensi mistici del S. Sacrificio della messa solenne, in-8°, Rome, 1849; Voto in forma di dissertazione sulla definizione dogmatica dell' Immacolato Concepimento della B. V. M., Tivoli, 1848; Esame critico di un opuscolo del P. F. G. D. B. B. C, domenicano, editore di due Pareri teologici sulla Concezione Immacolata di Maria attribuiti al Pallavicino ed al Golli, in-16, Velletri, 1851. Vincent Ermoni (1858-1910): De Leontio Byzantino et de ejus doctrina christologica, 1895; L'Église romaine en face de l'Église grecque-schismatique, 1896; Le symbole des apôtres, histoire du Credo, 1903; La primauté de l'Église de Rome, 1903; Les origines de l'épiscopat, 1903; Le carême, 1907; Jésus et la prière dans l'Évangile, 1906 (Collection Science et religion, 5 brochuras, in-18, Paris). M. Ermoni colaborou, além disso, em várias revistas eclesiásticas, in-8°, Paris, — Revue biblique, Revue du Clergé Français, etc. Jean Morino (1839-1923): Theologia moralis ad mentem S. Alphonsi de Mac Ligorio, 2 vol. in-8°, Turin, 1893. Jean Guinness (nascido em 1859): Commentarii theologici, 3 vol. in-8°, Paris, 1913.

O Divus Thomas, revista em língua latina fundada em Placência em 1879 por Albert Barberis, sacerdote da Missão, para vulgarizar a doutrina do Doutor Angélico, teve por principais redatores membros da mesma congregação. Leão XIII fez-lhe o elogio.

O desaparecimento desse periódico mensal, após trinta anos de existência, foi vivamente lamentado por todos os que sabiam que serviços ele havia prestado e podia ainda prestar à escolástica. A Santa Sé pediu recentemente que fosse devolvido à vida, e as circunstâncias permitiram responder favoravelmente a um desejo vindo de tão alto.

P. Coste.

Autor original: P. Coste

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