KNIPPENBERG (SEBASTIÃO)

KNIPPENBERG (SEBASTIÃO)

KNIPPENBERG Sebastião, nascido em Heerlen, aldeia do atual Limburgo holandês, por volta de meados do século XVII, entrou na ordem dos frades pregadores no convento de Colônia. Ali conquistou sucessivamente os graus acadêmicos; em 1687, o mestre geral o nomeava regente do colégio dos pregadores; em 6 de novembro de 1688, recebia o título de mestre em teologia. Escolhido logo como inquisidor para a província de Colônia, permaneceu nesse encargo durante quarenta anos, até sua morte, em 31 de maio de 1733, com a idade de oitenta e nove anos. Inteligente, muito pessoal em seu trabalho, não soube permanecer fiel às tradições da escola tomista, à qual o vinculava sua formação dominicana; isso lhe valeu viva oposição e múltiplas repreensões da parte do geral, o P. Cloche, atento mais que todos a conservar zelosamente a tradição tomista.

Suas obras são: Opusculum de Providentia Dei gubernante per motum, Colônia, 1700; Deus movens juxta mentem S. Thomae; non absque Doctoris Angelici praedeterminatione physica, sive responsio ad libellum R. et E. P. P. Kirsch, S. J., Colônia, 1708. Foi por ocasião desse volume, em que Knippenberg atacava vivamente a Panoplia de emos, que o P. Cloche lhe escreveu uma carta severa para chamá-lo à ordem. Knippenberg obstinou-se e publicou um Opusculum, doctrina s. Thomae in materia de gratia ab erroribus ipsi falso impositis liberata, Colônia, 1718. O capítulo geral de Milão condenou a obra, em 1721, e em 1722 o Santo Ofício a inscreveu no catálogo do Índice. Em 1721, novo opúsculo contra o P. João Van Bilsen, O. P., que o havia atacado: Opusculum contra librum authoris anonymi intitulatum: Praedicatorum ordinis fides et religio vindicata, Colônia. Uma intervenção rigorosa do mestre geral interrompeu definitivamente as publicações desse perversus inquisitor, opprobrium religionis.

Quétif-Echard, Scriptores ordinis praedicatorum, t. ii, 1721, p. 752; Hartzeim, Bibliotheca Coloniensis, p. 294; sobretudo R. Coulon, Scriptores ordinis prœdicatorum, edit. altera, Paris, 1910, p. 549-552.

M. D. Chenu.

Autor original: M. D. Chenu

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