JONDOT Elias-Estêvão, nascido em Montcenis, Saône-et-Loire, em 1770, querendo escapar à requisição, refugiou-se nas regiões insurgentes e tornou-se secretário de um general vendeano. Foi então que publicou no Courrier universel um elogio do exército católico. Depois da primeira pacificação do Oeste, encontramo-lo em Paris, onde dá novas provas de seu apego ao antigo regime: publica um Parallèle de Louis XVI et de Tso-Ching, depois diversos artigos nas folhas realistas. Abre um pensionato, mas o deixa em 1804, para ser professor de história na Escola militar de Fontainebleau. Em 1810 passa para a Academia de Rouen e em 1812 para a de Orléans. No ano seguinte, pede demissão e vai fixar-se em Paris, onde morre em 16 de março de 1834.
Mencionamos aqui apenas as obras que se relacionam com a religião: 1° Observations critiques sur les leçons de l'histoire de Volney, in-8°, Paris, 1800. O autor expõe um novo método de aprender a história e de apreender seu verdadeiro espírito; segue-se um capítulo contra o ateísmo; 2° La philosophie rendue à ses principes, 2 vol. in-8°, Paris, 1801: esses dois volumes são um curso de estudos sobre a moral, a religião e a filosofia da ordem social; 3° L'Anti-Pyrrhonien ou réfutation complète des principes contenus dans le second volume de l'Essai sur l'indifférence en matière de religion (de F. Lamennais), principes subversivos de toda crença religiosa, de toda moral, 2 vol. in-8°, Paris, 1817.
Hœfer, Nouvelle biographie générale, t. xxvi, col. 903.
Baudot.
Autor original: J. Baudot
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