GREGÓRIO DE ELVIRA ou O BÉTICO (São), bispo de Elvira na Espanha, perto de Granada, faz-se depois de 357 o eco de santo Hilário de Poitiers contra Ósio de Córdova; depois do concílio de Alexandria (362), opõe-se, com Lucífero de Cagliari, a toda tentativa de conciliação com os partidários moderados do arianismo; torna-se, após a morte de Lucífero (370-371), o chefe dos rigoristas ou luciferianos. Os dois sacerdotes luciferianos, Faustino e Marcelino, em seu Libcllus precum, dirigido aos imperadores (383), fazem a sua apologia, ao mesmo tempo que acusam Ósio. Ainda vivia (392), quando São Jerônimo escrevia a seu respeito em seu De viris illuslribus, 105: Gregorius, Bœticus, Eliberi episcopus, usque ad exlrcmam seneclutem diversos mediocri sermone traclalus composuit et « De flde » eleganlem librum. Hodieque superessc dicilnr.
Seu tratado De fide foi por muito tempo atribuído a São Febádio, bispo de Agen. Dom Morin e dom Wilmart o reivindicaram para Gregório de Elvira, ao passo que o abade Durengues sustenta a atribuição a São Febádio. Dom Morin reconhece uma obra de Gregório de Elvira nos Traclalus Origcnis de libris sacrarum Scripturarum, publicados pela primeira vez por Mons. Batiffol em 1900 e atribuídos em seguida a Novaciano ou a um novacianista do século IV. O Sr. Tixeront deu um breve apanhado de sua doutrina a propósito de Novaciano. Histoire des dogmes. I. La théologie anténicéenne, Paris, 1905, p. 357-362. Dom Wilmart descobriu também uma obra de Gregório de Elvira nos Traclalus in Canlicis canlicorum inseridos por Gotthold Heine em sua Bibliolheca anecdolorum, Leipzig, 1848.
P. L., t. xx, col. 31-65; Heine, Bibliolheca anecdolorum seu veterum monumentorum ccclesiasticorum collectio novissima, in-8°, Leipzig, 1848; dom Morin, Les nouveaux « Tractatus Origenis » et l'héritage littéraire de l'évêque espagnol Grégoire d'Illiberis, dans la Revue d'histoire et de littérature religieuse*, 1900, p. 145-161; Ehrhard, Die altchristliche Literalur, 1900, t. ii, p. 328-332; dom Wilmart, Les « Tractaclus » sur le Cantique attribués à Grégoire d'Elvire, dans le Bulletin de littérature ecclésiastique, 1908, p. 233-214; Lejay, L'héritage de Grégoire d'Elvire, dans la Revue bénédictine, 1908, p. 435-457; dom Morin, L'attribution du « De fide » à Grégoire d'Elvire, ibid., 1902, p. 229-235; Durengues, La question du « De fide », in-8°, Agen, 1909; Bardenhewer, Geschichte der allkirchlichen Literalur, t. iii, p. 396-401; Tixeront, Histoire des dogmes. II. De saint Athanase à saint Augustin, Paris, 1909, p. 258, note 1.
J. Besse.
Autor original: J. Besse
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