3. GABRIEL Severo . ÇÙtlfyoi, l.:i,y,;), teólo '" VMl dU X\ lè( le. |. \ le. ICliU. I | | | Vida.— Nascido em Monembásia, em 1541, Gabriel, como muitos gregos daquela época, veio estudar na Itália. Seguiu os cursos da universidade de Pádua, foi em seguida ordenado sacerdote e, após uma estada na ilha de Creta, estabeleceu-se em Veneza desde 1572. Jean Veloudos, 'KX~Àrj-/'')7 op0o8o'Çtov irajixîot èv HîvsTia,2e édit. Venise, 1893, p. 69.
No dia 29 de junho do ano seguinte, a confraria grega da cidade elegeu-o pároco da igreja de São Jorge. No fim de 1575, fez uma viagem a Constantinopla, aonde sua reputação de pastor instruído e zeloso o havia precedido. O patriarca ecumênico Jeremias II, solicitado por protetores poderosos, notadamente por um rico cretense chamado Leoninus, criou Gabriel metropolita de Filadélfia da Lídia. A cerimônia da sagração teve lugar em 18 de julho de 1577. Etienne Gerlach, capelão da embaixada alemã em Constantinopla, descreve a cerimônia em seu Turkisches Tagebuch, Francfort, 1674, p. 300-307, e tem o cuidado de fazer notar que o novo eleito jamais pôs os pés em sua diocese.
Com efeito, voltou sem demora a Veneza, onde seus paroquianos o receberam com entusiasmo. Por mais bispo que fosse, não desdenhou retomar suas funções na paróquia de São Jorge. Para lhe testemunhar sua confiança, a comunidade ortodoxa deixou-lhe toda a administração espiritual da colônia e cedeu-lhe em particular o direito que tinha de nomear o pároco de São Jorge. A República de Veneza mostrou-se também muito amável para com ele, concedeu-lhe uma pensão mensal de seis sequins e convidou-o várias vezes a ter assento no senado. Martin Crusius, Turcograecia, Basileae, 1584, p. 200-207, 525.
Essa benevolência só uma vez deixou de se manifestar. Em 1588, a Senhoria mandou prendê-lo como culpado de alta traição. Um falso fabricado por um sacerdote constantinopolitano, inimigo pessoal do prelado, havia-lhe valido essa acusação caluniosa. Gabriel não teve dificuldade em estabelecer sua inocência e voltou a gozar das boas graças do governo veneziano. Legrand, Bibliographie hellénique des xve et xvie siècles, Paris, 1885, t. ii, p. 422.
Entretanto, os fiéis de Filadélfia esperavam sempre a visita de seu pastor. Ao cabo de doze anos, sua paciência se esgotou. Enviaram ao patriarca ecumênico uma ; deputação pedindo que Gabriel fosse intimado a observar a lei canônica da residência. Por uma carta sinodal datada de TiO\e m lire 1590, Jeremias II intimou o pastor infiel a ir viver no meio de suas ovelhas ou a apresentar sua demissão. Gabriel não fez nem uma coisa nem outra.
Apoiado ao mesmo tempo por seus paroquianos de São G e pela Sereníssima Répu- blica, manobrou tão bem I que obteve para o titular de Filadélfia, diocese paupérrima, incapaz de sustentar seu bispo, o direito de residir doravante em Veneza, com, além disso, o título de exarca do patriarcado ecumênico para todos os ortodoxos da Vênetia e da Dalmácia. Jeremias II estendia assim sua jurisdição à Itália e consolava-se do fracasso que sofrera em 070, época em que quisera adjudicar-se 1 o mosteiro de São Jorge de Veneza, declarando-o stauropegíaco. Ver a resposta de Gabriel à carta sinodal de Jeremias em Lami, Deliciœ eruditorum, Florence, 1744, t. xiii, p. 113-115; está datada de 12 de janeiro de 1591.
O metropolita de Filadélfia ocupou-se com zelo do rebanho de sua escolha; fez reformas úteis e proscreveu em particular a introdução da música italiana nos ofícios eclesiásticos. J. Veloudos, op. cit., p. 73.
Mas não brilhou pela largueza de suas ideias nem pelo espírito de tolerância. Apesar de seus estudos na universidade de Pádua, possuía da doutrina católica e da teologia patrística apenas um conhecimento muito superficial, misturado com muitos erros. Seu correligionário, Máximo Margúnios, tendo aprofundado em uma obra a questão da processão do Espírito Santo e chegado a conclusões favoráveis a um entendimento com os latinos, foi por ele vivamente atacado, denunciado, perseguido com um zelo em que devia entrar alguma ponta de ciúme. Legrand, Bibliographie hellénique des xve et xvie siècles, Paris, 1885, t. ii, p. xli sq. Foi preciso reconciliar os dois adversários por duas vezes.
O grego convertido Jean Demisianos teve também de sofrer as perseguições do metropolita de Filadélfia, Legrand, Bibliographie hellénique du XVIIe siècle, Paris, 1895, t. iii, p. 181, e Pierre Arcudius foi um dia expulso por ele da igreja de São Jorge e tratado de apóstata. J. Veloudos, op. cit., p. 73. Essa intolerância lhe valeu, aliás, a amizade e os elogios dos cismáticos da época, dos quais vários lhe dedicaram suas obras e suas edições de livros litúrgicos. Nomeemos entre seus amigos Melécio Pigas, Jean Nathanaël, Jean Bonafeus, Manuel Glynzounios. Em contrapartida, inspirou a veia satírica de Jean Matthieu Caryophylle, bispo uniata de Icônio, que o trata de EotêoupoxéçaXoç (cabeça embaralhada), jogando com seu nome de Es67Jpoç.
Gabriel Severo morreu em 21 de outubro de 1616, no mosteiro de Santa Parascevé, em Lésina, na Dalmácia, no curso de uma visita pastoral. Seu corpo foi transportado a Veneza, para a igreja de São Jorge, onde seus compatriotas lhe ergueram um monumento de mármore, que ainda se vê. Conserva-se na Scolelta da colônia grega de Veneza um retrato de Gabriel pintado a óleo.
Ver em Legrand, Bibliographie hellénique des xve et xvie siècles, t. ii, p. lxxix, uma fotografia deste retrato. — II. Escritos. Gabriel deixou, além de certo número de cartas publicadas, umas na Turcograecia de Martin Crusius, que foi um de seus correspondentes, outras por Lami, Deliciœ eruditorum, Florença, 1744, t. xiii, vários escritos teológicos e polêmicos, que mostram nele um teólogo de envergadura bastante pequena, de erudição antes curta, que sofreu em certa medida a influência da escolástica latina, mas nem por isso deixou de ser defensor obstinado e muitas vezes desajeitado das doutrinas cismáticas. Eis a lista desses escritos Toù : 1° 7X-î'.voi' fMjxpOTtoXÏTOU «h.XaOcXtpsia; FaôpirJX, èjtitoo-O'j xaï éÇâpyou ;:a-piapyixoû SuvTaypLaTiov 7repî tôJv âyi'Dv xa : Uptûv [j.'jaTr pîf.)v, Veneza, 1600; 2ª edição, Veneza, em 1691. Legrand, Bibliographie hellénique des XVe et XVIe siècles, t. n, p. 142; do A\'/;e século, t. n, p. 2-3.
Crisanto, patriarca de Jerusalém, reproduziu esta obra, fazendo-lhe sofrer algumas modificações, em seu EuvTay;j.âT'.ov r.iv. tojv oepoixîwv xXr)pix«Ttov xat àpyovT'.xi'')'/ Tr,ç tou XpiatoQ àyia; exxXljcrîa; xal xrfi i7];j.x
Obra medíocre, resumo muito seco e muito incompleto da baixa escolástica, o E'jvTayj.xT'.ov de Gabriel Severo sobre os sacramentos tornou-se célebre no Ocidente, graças às controvérsias entre católicos e protestantes, que buscavam na crença da Igreja grega, especialmente quanto ao sacramento da eucaristia, argumentos em favor de suas respectivas teses. Essas circunstâncias lhe valeram ser citado pelo cardeal Du Perron, Arcudius, Allatius, pelos autores da Perpétuité de la foi touchant la sainte eucharistie, pelo P. Nouet, atormentar o ministro Claude de Charenton, e chamar a atenção de Richard Simon e de Morin.
Na introdução, que corresponde ao nosso tratado dos sacramentos em geral, Gabriel Severo fala sucessivamente da divisão dos sacramentos, da etimologia e dos diversos sentidos da palavra pyjatr^piov, da definição, do número, da diferença, do caráter indelével, do autor e da categoria dos sacramentos. Insiste sobretudo na conveniência do setenário sacramental, que compara a toda sorte de coisas: aos sete dons do Espírito Santo, às sete colunas da casa edificada pela Sabedoria, às sete trombetas que derrubaram os muros de Jericó, às sete lâmpadas do candelabro visto por Zacarias, etc. Afirma energicamente a indelebilidade do caráter do batismo e da ordem. Ao contrário dos teólogos cismáticos de nossos dias, admite também que a confirmação imprime um caráter indelével, e não diz palavra sobre a reconfirmação dos apóstatas Ta jj.yjT7Îpia, diz ele, : Ta -apÉyovTa toi; aJTa Xap.6âvouat yapa/Tf;pa; àvEra- Xeltttouç, I(jTt to Osïov or Xaor, ijà-T'.apia xa; r [éptoTJVT)' É'tepoi xal to 6cïov p.'jpov ; eùssôtSç xaî opQd>; l '/.;- fil slvai. Richard Simon, op. cit., p. 51.
Tratando da confirmação ex professo, declara explicitamente que o confirmado se distingue daqueles que não receberam o àytov [AÛpov pelo caráter BrJTepov, :roia ix'jtov Siaçé- : psiv Toiv aÀÀ'ov tcôv ;j.r TaJTr;v èyovTwv Tr,v TSpaYÏSa. Crisanto, op. cit., p. ( p;'. Notemos ainda que emprega os termos escolásticos de matéria e de forma (JXt], îîoo;), de transubstanciação (p.£TO'jaitoj'.ç, ii.i-.oj- a'.oSaôai), que encontra a forma da confirmação na oração da consagração do crisma pelo bispo, que, na esteira dos teólogos católicos e contrariamente ao ensino dos teólogos orientais de nossos dias, distingue três partes no sacramento da penitência: a contrição, a confissão: e a satisfação, ixavo-o;r/j'.ç.
O emprego deste último termo é importante: mostra que Gabriel Severo admite : a existência de uma pena temporal restante para o penitente mesmo depois da absolvição sacramental. É aliás uma doutrina que ele ensina claramente em vários passos de seus escritos. Dá como forma de absolvição uma fórmula declarativa "û : oi tv',; iy.a; ÈçopLoXoyrîaî'oç evvopioi ûîioupyoi r.yji a-jToj; IpyopLs'vo) â;j.apTrJ7avTi XéyouaiV 'II yi-yi to3 Ilavayfo'j llvijaaTo; 8tà Tr,; èurjç xa-£ivdx7)T0ç ï/i: ''- a'jyxjytopr.aivov xa ; XsXuaivov, Crisanto, p. pie', ao passo que o eucológio grego só contém fórmulas deprecativas. Conta cinco ordens menores, ao passo que os gregos há muito tempo só conhecem três.
Ele encontra a forma do sacramento do matrimônio nas palavras que exprimem o consentimento mútuo dos esposos, ao passo que os de sua Igreja atribuem geralmente esse papel à oração da bênção do sacerdote. Nada diz sobre o sujeito da extrema-unção. 2° KxTa Tûiv XeyovT'ov toj; op8oBo'Çouç 77,; avaxoXlxrjç ixxXr)ffia? uEoùç xaxto; te xai Kapavoucoç reoietv tw «p.av xai rpoaxuveïv Ta âya Sapa, 7,vixa o j(epou6txoç aSexat ûuvo;, xai o Upeù; s:?ojv xaiïxa, eîaoBeûei si; xô xyiov ^(xa. "Ext Kêpl XÛV [lEptètOV ÈV Xài âyii.i BîaXW bciTlSgjjivtoV. "Et Kêpl XWV XOXu6tOV XX'. ffreêpULOtTCOV, XtÛV JtpOffÇêpO- . éopTxï; ayîiov xai xoiv uivcov ev txïç Tôiv UTrèp xsxouj.T)uiv Enquanto se f, canta no coro o querubicon (ofertório), o sacerdote e o diácono levam em procissão, do altar da prótese ao altar-mor, o pão e o vinho do sacrifício. Embora essa matéria ainda não esteja consagrada, os assistentes lhe prestam honras com prostrações e sinais da cruz. Desde a Idade Média, os latinos censuraram essas demonstrações de veneração e, por esse motivo, acusaram os gregos de idolatria. Simeão de Tessalônica teve de tomar a defesa de seus correligionários. De templo, 78, P. G., t. clv, col. 729. Os ataques se renovaram no século XVI e os protestantes aproveitaram a ocasião para contestar a crença dos gregos na presença real. É para responder a uns e outros que Gabriel Severo compôs seu opúsculo. Contra os protestantes, afirma muito nitidamente a presença real e a transubstanciação, [ieToyaïtoa'.ç. Aos latinos explica, com muita engenhosidade, que o pão e o vinho da missa são dignos de uma dupla honra antes de sua consagração: de uma honra natural, Tvj.r, cpuaixTJ, que merecem enquanto criaturas de Deus, e de uma honra participada, xip] [aê-o/ixt;, que lhes vem das orações da Igreja que os designam para serem transubstanciados no corpo e no sangue de Jesus Cristo. Por esse título, têm direito maior do que as próprias imagens do Salvador à nossa veneração, veneração que não é uma adoração propriamente dita, Kpoffxuvoupiêv yoûv a^a tvjt- Ta ay.a Sûjpa... où [xlv or, xai Xaxpeûu>p.ev. Somente depois de se tornarem, pela consagração, o corpo e o sangue de Cristo é que os dons sagrados devem receber o culto de latria, a T'.;j.r, ij.-.-.iyji'.i.'j-:y.rr O opúsculo sobre as partículas, [iiy/,-.;. faz ainda alusão a um rito da missa grega, aliás bastante recente. À parte a hóstia principal destinada a ser consagrada, o sacerdote grego recorta no pão do altar certo número de partículas em honra dos santos, e pelos vivos e mortos de quem deseja fazer memória; durante o sacrifício, essas partículas são dispostas em torno da hóstia principal; depois são misturadas ao precioso sangue com a hóstia consagrada. Serão elas consagradas, e podem ser dadas aos fiéis como sendo o corpo e o sangue de Jesus Cristo? Gabriel Severo responde a essa questão com um não categórico. As partículas, diz ele, não são transubstanciadas pelo contato com o corpo e o sangue de Cristo, e o sacerdote deve guardar-se de com elas comungar os fiéis. Recebem, contudo, uma santificação participada, :oy toû iy.xajAO'j j«xaXap> como i f.x«ï>; todas as almas dos santos participam da santidade de Deus sem se converterem na divindade. O terceiro opúsculo examina a origem e o svm I 7, espécie de bolo de preparação complicada cujo . fundo é constituído por grãos de trigo cozidos, que os gregos costumam fazer em honra dos santos e em memória dos defuntos. Distinguem-se, com efeito, colivas festivas e colivas mortuárias. Ver sobre as colivas o artigo de Mons. Pétit, La grande controverse des colybes, nos Échos d'Orient, t. ii, p. 321-331. As colivas são verossimilmente um vestígio das antigas refeições fúnebres em uso na antiguidade pagã, mantidas e santificadas pelos primeiros cristãos. Gabriel de Filadélfia lhes atribui uma origem inteiramente evangélica. Nosso Senhor disse no Evangelho: Nisi granum frumenti cadens in terram mortuum : ipsum fuerit, solum manet; São Paulo, na Iª Epístola aos Coríntios, compara o corpo humano a uma semente lançada na terra. O grão de trigo simboliza assim o corpo humano deitado na sepultura pela morte e que deve um dia ressuscitar glorioso. Os condimentos que entram na preparação das colivas representam as virtudes da alma e do corpo. Gabriel afirma de passagem que no outro mundo as almas se reconhecem. 3° A obra principal de Gabriel Severo é uma trilogia apologética e polêmica dirigida contra os latinos e especialmente contra os jesuítas Belarmino e Possevino, que em seus escritos haviam tratado os gregos de cismáticos e de hereges. O título é o seguinte: PaSpiJjX tou ^sorjço-j to'j ix MovE(i6aaiaç tajieivou u.r)xpojsoXîxou «b'.XxosXçîix; "ExBsaiç v.z-x xûv àp.a8ûî XsyovxGJV xai jïapavo'|jLa>? SiSaaxo'vTcov, oxi f sic oî Tfjc -m;;, ( ;j. ivaxoXixfjç 'ExxXrjaîaç yvTjaiot xat ôpôo'SoÇoi \~ 1. Ilo'aai sîaiv ai yjv.y.ai : xai rcpâxai Sia^opaixai notai, a; ïya f, ivaxoXixï] E/.xXr,- i\y. -ft ' Ptou.aïxï}; 2. Ilota i-z-'vi f, âyia xxOoâ'.zt; xai xnocrroXix7j ExxXqaîa; 3. Tito; ntaxeiSopLev ôpôâ, xpa- Toujxsv fiiôxia, xai <>'j-.i (r^iapiatixot laaev, n'j-.i xîpsxtxot. Dessa trilogia, somente a primeira parte foi publicada em Constantinopla, em 1627, juntamente com outros escritos de Melécio Pigas, de Jorge Coressios, de Nilo de Tessalônica, de Barlaão, e uma dissertação anônima sobre o fogo do purgatório. Ver a descrição dessa edição em Legrand, op. cit., t. i, p. 240-243. A obra inteira se encontra nos cod. 1610, 2137 e 1291 do Monte Atos, segundo o catálogo de Sp. Lambros, Catalogue of the greek manuscripts on Mount Athos, Cambridge, 1885. Somente a parte publicada nos foi acessível. Gabriel enumera cinco divergências principais entre a Igreja oriental e a Igreja romana, as cinco do concílio de Florença, a saber: a procissão do Espírito Santo, o primado do papa, o uso do pão ázimo como matéria da eucaristia, o fogo do purgatório, a bem-aventurança completa dos santos. Ele afasta deliberadamente em sua introdução certas divergências secundárias, como a questão do calendário, que estava inteiramente em pauta em seu tempo, o jejum do sábado, a genuflexão dominical. 1ª divergência, rtspl t/ ïoû Qavayîou n.vej|AaxO{ ( ; Sx-opeûastoç, Gabriel não diz nada de realmente novo sobre essa velha questão. Julga encontrar o fundamento da doutrina católica do Filioque na identificação que os teólogos latinos fariam entre a pessoa do Espírito Santo e a operação, Iv y; -y. comum a toda a Trindade. Ele próprio distingue tão bem a essência divina de sua operação que parece aproximar-se do palamismo SXXo l?-.--/ Otia ivépyeia xai : i, SXXo Otia O'jvîa, Exprime nestes termos a concepção da procissão do Espírito Santo '>--;-. Ta : 'u'i -rj-.r. 7,'yvjv 6 ROta{J.Ô( xai CÔ SScup, i;.'./'ivT7.' y 6|xoS a - à -r 7 jT': xa sa; ||v ../a :y .- j 1 - : / -',: 'j-'iz-.i.-,-' T'.j IlaTvi: Assim como &JJ.OÛ .: : ris duas coisas, o rio e a água, saem ao mesmo tempo e juntas de uma fonte, assim o Filho e o Espírito Santo saem ao mesmo tempo e juntos da hipóstase do Pai. Quanto à maneira de tratar os testemunhos patrísticos, segue o método habitual aos polemistas urées appoiler em faveur de la pro : cession a Patre solo: todo texto que afirma simplesmente a procissão do Espírito Santo a Patre; interpretar da missão temporal todo texto que afirma a procissão a Patre Filioque ou a Patre per Filium. Com essa exegese, consegue pôr a seu favor todos os Padres, até mesmo santo Ambrósio, até mesmo santo Agostinho, até mesmo santo Epifânio e são Cirilo de Alexandria. 2ª divergência, xepî -.<,-. i-y/f,: tou r.i-y.. Nosso teólogo procura estabelecer as duas teses seguintes: a) Pedro não recebeu de Cristo, sobre os outros apóstolos, senão um primado de honra, e não um primado de autoridade e de domínio, to Ttpwcsïov tt,: IÇouaîaçxai Seonotetaç; b) os sucessores de Pedro, os bispos de Roma, obtiveram o primado de ordem, to -pwTEÏov T7jç tosÇecuç, na antiga Igreja, da parte dos concílios, em consideração à posição de capital que tinha a cidade de Roma. 3ª divergência, r.îpl T7Jç CXi); tou Èvrû[j.ou xat àÇûp.ou. Gabriel admite que Jesus Cristo comeu a Páscoa legal no dia devido, mas pretende que Ele antecipou de algumas horas o momento fixado pela lei. Na noite da quinta-feira santa, havia ao mesmo tempo pão fermentado e pão ázimo. Jesus Cristo instituiu a eucaristia com pão fermentado. 4ª divergência, rapt tou xaSapTTjptou mjpo'ç. Gabriel admite todo o essencial do dogma católico do purgatório, isto é, a existência de uma pena temporal post mortem pelos pecados perdoados, e o alívio de uma certa categoria de defuntos pelos sufrágios dos vivos 8ià twv Gsùov fi.ocrc7)pÛDV rcâXiv : zai jtpoaEuyûv xat ÈXE7]fi.OŒUV Uma coisa que Gabriel se recusa a aceitar é que o papa tenha jurisdição sobre as almas dos defuntos e que possa abrir a seu bel-prazer as portas do Hades. É verdade que o teólogo grego aqui luta contra um fantasma. 5ª divergência, -soi Tr,ç pia/.apiù'TrjTo; t<ôv âyîiov. Sobre este ponto também, Gabriel está, no fundo, de acordo com a teologia católica. Eis, diz ele, qual é o meu parecer: « sobre esta questão, as almas dos santos e dos bem-aventurados veem, enquanto almas, xaOô i^uyaî, a bem-aventurança e a glória de Deus, segundo a palavra da Escritura: As almas dos justos estão na mão de Deus, e como Basílio o disse na passagem citada acima; mas, enquanto a alma e o corpo devem um dia receber a perfeita fruição da divina bem-aventurança, digo que os santos ainda não têm uma plena felicidade, a qual existirá somente quando Cristo julgar toda a terra e retribuir a cada um segundo as suas obras. » Além das obras que acabamos de mencionar, possui-se ainda do metropolita de Filadélfia um Ofício em honra de Marcos de Éfeso, 'AxoXouÔîo îi: Meépxov rôv 'Efpéffoo, Constantin Œconomos, 'ExxXqaiotOTixà i'/;-;a;j;ia:i Atenas, 1862, t. i, p. 560, e um discurso sobre o sacerdócio, /.<>— o: jrepî ÎEptoauvr]ç, Nicodème, Il7)6ocXiov, Atenas, 1841, p. 2. Ph. Meyer, Die theologische Litteratur der griechischen Kirche im xvi Jahrhundert, Leipzig, 1899, p. 84, engana-se quando dá como inédita a seguinte carta: Toï; Èv tt; 'E-ioaûpto tt; Xaxtovtxfj ôeoae- : Searâxoiç xXïjpixoïç xat toï; Xotranç ra6ptr)X 6 u.T]Tpo- -oÀ'T/,; 4>tXa8eX«peîaç ô yj:6f,po: eu -pst—Etv. Esta carta não é outra coisa senão o prefácio do £uvTayu.ârtov sobre os sacramentos, e o Sr. Legrand a dá em sua Bibliographie hellénique du XVIIe siècle, t. ii, p. 143-144. Digamos, enfim, que Gabriel colaborou na edição das obras de São João Crisóstomo por Saville. Essa edição, tornada muito rara, apareceu em Eton em 1612. E. Legrand, Bibliographie hellénique ou description raisonnée des ouvrages publiés en grec par des grecs aux XV et XVIe siècles, Paris, 1885, p. xxviii 142-151, t. ii, sq., 422; Bibliographie hellénique du XVIe siècle, t. i, p. 38-10, 239; t. ii, p. 112-242; t. iii, p. 2-3, 181; Martin Crusius, Turcograecia, Basileae, 1584, p. 206, 207, 220, 275, 522, 525, 533, 534; Richard Simon, Fides Ecclesiœ orientalis seii Gabrielis metropolitœ Philadelijhiensis opuscula, nunc pri- ' muni de grœcis conversa, cum nolis uberioribus, quibus nalionum orientalium persuasio, maxime de rébus eucharisticis ex libris prœsertim manuscripiis vel nondum Latio donatis illustratur, Paris, 1671; Fabricius-Harles, Bibliotheca grseca, t. xi, p. 525; S. Gerlach, Turkisches Tagebuch, Frankfurt, 1674, p. 366-367; Jean Yeloudos, Ἑλλήνων ὀρθοδόξων ἀποικία ἐν Βενετίᾳ, 2ª edição, Veneza, 1893, p. 68-75; Zaviras, Νέα Ἑλλάς, Atenas, 1872, p. 216-218; A. P. Vietos, Νεοελληνικὴ φιλολογία, 1ª parte, Atenas, 1854, p. 186-187; Sathas, Νεοελληνικὴ φιλολογία, Atenas, 1868,p.218-219;A.Demetrakopoulos, Προσθῆκαι καὶ διορθώσεις εἰς τὴν νεοελληνικὴν φιλολογίαν Κωνσταντίνου Σάθα, Leipzig,1871, p. 32-33; J. Lami, Deliciœ eruditorum, t. xin, Gabrielis Severi et aliorum grœcorum recentiorum epistolm, Florença, 1744, p. 1-131; Ph. Meyer, Realencgclopàdic fur protestantische Théologie, 3ª edição, t. vi, p. 327-328; Die theologische Lilleralur der griechischen Kirche im XVI Jahrhundert, Leipzig, 1899, p. 78-85, 132, 174; L. Allatius, De perpétua consensione Ecclesia' occidenlalis et orientalis, 1. III, c. vu, Colônia, 1648; P. Arcudius, De concordia Ecclesiie occidenlalis et orientalis in septem sacramcntortim administratione, I, De baptismo, c. Il, Paris, 1672. I. M. JUGIE. A extração e a tradução foram feitas por IA e em caso de algum erro podem entrar em contato com o editor