EFRÉM (SANTO)

EFRÉM (SANTO)

ÉFREM (Santo), sobrenomeado o Sírio, nascido por volta do começo do século IV, morto em 9 de junho de 373, é, depois de Bardesane e junto com Afraates, o mais antigo dos escritores sírios. I. Vida. II. Obras. III. Sua utilidade.

I. Vida. Sua mãe era originária de Amida, na Mesopotâmia, e seu pai, de Nisibe. Este era sacerdote de um ídolo chamado Abnil (ou Aljizal). Éfrem nasceu, portanto, em Nisibe, de pais pagãos, foi batizado pelo bispo Jacó, compôs numerosas poesias e comentários da Bíblia e retirou-se por fim para Edessa, onde morreu. Temos dele várias biografias, nas quais não é fácil distinguir a história da lenda. Uma foi editada por Assemani, Bibliotheca orientalis, t. I, p. 26, e à frente da edição romana das obras de santo Éfrem; outra foi editada por Mons. Lamy, S. Ephrœmi hymni et sermones, t. II, p. 5-90, e reeditada pelo R. P. Bedjan, Acta martyrum et sanctorum, Paris, 1892, t. III, p. 621-665. Um autor nestoriano também nos conservou duas biografias, Patrologia orientalis, t. IV, p. 293-295; V, p. 291-299.

Ainda se atribuem a santo Éfrem algumas anedotas dos Apophthegmes, P. G., t. LXV, col. 168, que talvez digam respeito a um homônimo; enfim, completa-se sua biografia com traços colhidos em suas obras ou em autores gregos e sírios posteriores. Cf. M. A. Marin, Les vies des Pères des déserts d'Orient, Avignon, 1764, t. VIII, p. 56-197; Fabricius, Bibliotheca græca, edit. Harles, Hamburgo, 1802, t. VIII, p. 217-254; Villemain, Tableau de l'éloquence chrétienne au IVe siècle, Paris, 1855, p. 234-262; R. Duval, La littérature syriaque, 3e edit., Paris, 1907, p. 329-335. Parece certo que era de humilde extração, que serviu entre estrangeiros, que seu pai o expulsou, sem dúvida por ocasião de sua conversão, e que ele se ligou a Jacó de Nisibe. Uma lenda conta que Éfrem assistiu ao concílio de Niceia; outra lenda acrescenta que mais tarde passou oito anos no Egito combatendo a heresia ariana e veio a Cesareia para ver Basílio, o Grande.

Uma tradição relata que, depois do concílio de Niceia, os bispos fundaram escolas em suas cidades episcopais e que santo Éfrem foi colocado à frente da escola fundada por Jacó de Nisibe. Cf. Patrologia orientalis, t. VII, p. 377. Após a ocupação de Nisibe pelos persas, em 363, santo Éfrem teria se retirado para Edessa e ali teria dirigido a escola dos persas. Ibid., p. 381.

As biografias siríacas atribuem às orações de santo Éfrem a derrota de Sapor sob os muros de Nisibe, em 338; acrescentam que o santo, depois de ter permanecido em Beit-Garbayâ (onde havia sido batizado aos dezoito anos) e em Amida, chegou a Edessa, onde começou sendo empregado num banho público. Um monge o ouviu discutir com um pagão e o convenceu a se retirar para a montanha de Edessa e a se colocar sob a direção de um ancião. Éfrem assim o fez e começou a orar, a jejuar e a meditar as divinas Escrituras. Logo passou a comentar os livros do Pentateuco. À imitação de Bardesane, que havia composto cânticos profanos, compôs hinos em que a medida do verso se baseava no número das sílabas e não na quantidade, e que deviam ser cantados nas igrejas. Seu testamento, conservado em siríaco e em grego, é sem dúvida autêntico, mas, como as biografias, parece ter sido fortemente interpolado. Cf. Rubens Duval, no Journal asiatique, setembro-outubro de 1901, p. 234 sq. Alguns documentos situam a morte de Éfrem em 18 e em 19 de junho de 373; ele está inscrito no martirológio romano em 1º de fevereiro, e os sírios celebram sua festa em 28 de janeiro.

II. OBRAS. As obras de santo Éfrem foram reunidas em 6 in-fólio, Sancti patris nostri Ephrem Syri opera omnia quæ extant græce, syriace, latine, Roma, typographia Vaticana, 1732-1746. Os três primeiros, editados por Josephi Assemani em 1732, 1733, 1746, contêm as traduções gregas; os três últimos, editados e traduzidos para o latim por Pierre Mobarak e, após a morte deste, por Etienne Évode Assemani em 1737, 1740, 1743, contêm os textos siríacos da biblioteca do Vaticano. A tradução latina é, em geral, ruim, pois não conserva nem a divisão dos versos ou das estrofes, nem o refrão, nem a entonação; além disso, é antes uma ampla paráfrase que vela o texto. Persuade-se com dificuldade de que « esses longos períodos latinos, embaraçados e obscuros, representam uma poesia cujo ritmo original é tão rápido que se pôde dizer dele que dava asas ao pensamento. » Cf. C. Ferry, Saint Éphrem, Paris, 1877, p. 272-273.

Overbeck publicou recentemente alguns escritos de santo Éfrem: S. Ephrœmi Syri aliorumque opera selecta, Oxford, 1865. Os manuscritos siríacos, adquiridos em Londres ou negligenciados na edição romana, ainda forneceram matéria a Mons. Lamy para 4 in-quarto, editados e traduzidos para o latim em Malines em 1882, 1886, 1889 e 1902. Mencionemos ainda os Carmina Nisibena, editados e traduzidos para o latim por Bickell, Leipzig, 1866. Veja-se a enumeração das antigas edições e traduções em Fabricius e das recentes em Rubens Duval, loc. cit.

Essas obras compreendem comentários da Bíblia e alguns discursos exegéticos, veja-se Dictionnaire de la Bible, t. II, col. 1889-1891, mas sobretudo homilias métricas e hinos. Restaria discutir a autenticidade de um certo número delas e buscar em que medida certas obras autênticas foram mutiladas e interpoladas. É assim que um hino de vinte e seis estrofes sobre o Nascimento de Cristo na carne, editado por Mons. Lamy, a partir de um manuscrito de Londres do século X e de manuscritos de Mossul, t. II, col. 431, já continha, no juízo do editor, duas estrofes incompletas, uma interpolada, sete que faltavam em certos manuscritos e três que já figuravam em outros hinos de santo Éfrem.

Encontramos, além disso, uma carta de Jacó de Edessa que citava e comentava, no século VII, seis estrofes desse mesmo hino, e constatamos que três delas faltam totalmente na edição de Mons. Lamy, que nos parece assim não somente sobrecarregada de estrofes duvidosas, mas ainda truncada da metade de seu conteúdo primitivo. Cf. Revue de l'Orient chrétien, t. XII (1907), p. 115-131.

As modificações se devem à natureza dogmática desse hino, que podia fornecer numerosas armas aos ortodoxos contra os jacobitas; estes, que nos transmitiram quase todos os nossos manuscritos siríacos, não hesitaram, nessa ocasião, em modificá-los. Pois a época em que viveu santo Éfrem, anterior às grandes divisões da cristandade, e a celebridade que adquiriu, fazem dele um Padre da Igreja no qual as diversas confissões vão buscar armas, e o historiador, testemunhos. Sua influência foi grande também na Igreja grega, sobretudo no mundo ascético, pois suas obras foram traduzidas desde cedo para o grego: são Gregório de Nissa, morto por volta de 400, já tinha conhecimento delas e escreveu o panegírico de Éfrem, e Sozômeno, no século V, conta sua vida e lhe atribui trezentas miríades de ἔπων (linhas de verso). P. G., t. LXVII, col. 1085.

III. — Sua utilidade. 1º Para a história das heresias. As especulações dogmáticas são estranhas a Éfrem; sua dialética deixa de bom grado de lado as discussões eruditas e a metafísica; é por isso que devemos buscar, em suas frases incidentais, por assim dizer, testemunhos para a história dos cismas e dos dogmas. Do mesmo modo, suas alusões às heresias contemporâneas são numerosas, mas nem sempre claras. O t. II das Obras siríacas, Roma, 1740, p. 437-559, contém cinquenta e seis hinos contra os heréticos Marcião, Bardesane e Manés. Costuma-se dizer que esses hinos são dirigidos contra os gnósticos, mas essa palavra deve ser tomada em sentido amplo, pois relevamos todos os versos consagrados a Bardesane, Patrologia syriaca, Paris, 1907, t. II, p. 497-509, e mostramos que todos os textos claros podem entender-se das predileções astrológicas de Bardesane e do erro que lhe restava de submeter o corpo ao poder dos astros. Veja-se BARDESANE, II, col. 396-397.

Em suma, santo Éfrem condenava todo estudo que não fosse o da Bíblia e toda inspiração buscada fora dos Livros inspirados. Daí vem, aliás, o caráter uniforme, sem brilho e desprovido de interesse das longas poesias de santo Éfrem e de seus imitadores. É assim que Jacó de Sarug, consagrando um longo poema à « história » de santo Éfrem, crê ter feito o bastante ao escrever algumas centenas de versos para comparar seu herói a Moisés e para relembrar os episódios bíblicos que dizem respeito a este último. Cf. P. Bedjan, Acta martyrum, Paris, 1892, t. III, p. 665-679.

Assinalemos ainda os oitenta e sete hinos contra os investigadores (céticos), Roma, 1743, t. III, dirigidos em parte contra os arianos e os anomeus. Certas passagens são escritas, diz Jacó de Edessa, « de maneira mística e obscura, a fim de que os pesquisadores sejam por isso mesmo mais repreendidos e cessem suas investigações e pesquisas a respeito do Deus oculto e incompreensível, uma vez que nem sequer conseguem compreender palavras escritas. » Revue de l'Orient chrétien, t. XIV (1909), p. 438-440. Pode-se ainda colher nesses hinos alguns detalhes sobre as heresias próprias de Edessa no tempo de santo Éfrem, por exemplo, Opera, t. II, p. 440, sobre os sabatianos que festejavam o sábado como o domingo e que escolheram para bispo uma mulher chamada Qamsu; sobre os quoqueus, assim chamados do nome de seu chefe, que formavam, com os marcionitas, um cisma da heresia de Valentim. Cf. F. Nau, Lettres choisies de Jacques d'Édesse, Paris, 1906, p. 85-87.

2º Para a história dos dogmas. Um grande número dos hinos e discursos de santo Éfrem trata dos novíssimos. A sorte das almas é fixada desde sua morte. As almas ainda não purificadas de todos os seus pecados vão ao purgatório e são ajudadas pelas boas obras e pelas orações dos vivos, bem como pelo santo sacrifício. O purgatório é intermediário entre o paraíso e a geena. Em nenhuma parte Éfrem supõe que as penas da geena tenham fim. Os justos só entrarão no paraíso na ressurreição, pois o paraíso não admite nada de imperfeito e não pode, portanto, receber a alma sem seu corpo. À espera da ressurreição, as almas dos justos, tanto quanto seus corpos, estão como que mergulhadas num sono. Quando Cristo libertou Adão e os justos, deixou-os à porta do paraíso. Aliás, para Éfrem, o paraíso está dividido em três regiões, e « a porta » já é uma delas. Cf. G. Bickell, Carmina Nisibena, Leipzig, 1866, p. 24-27.

No juízo geral, os justos e os pecadores atravessarão um rio de fogo; os primeiros serão poupados e os últimos serão queimados. De todas as inspirações que Éfrem tomava de empréstimo ao dogma religioso, a mais poderosa, como a mais assídua, era o pensamento do juízo final, era o terror desse grande dia, antecipado pelos fervorosos escrúpulos do solitário, como o seria pela consciência do culpado. Sem cessar ele o mescla a seus discursos, a suas orações públicas. Uma de suas pregações, sobretudo Opera, t. II, p. 378, fazia desse terrível anúncio uma realidade, uma representação viva, pelo diálogo que se estabelecia entre seu auditório e ele, a inquietação das perguntas e a assustadora precisão das respostas. Esse discurso, ou antes esse drama, célebre em toda a cristandade do Oriente, era, no século XIII, citado com admiração por Vicente de Beauvais e sem dúvida não foi ignorado por Dante. » Villemain, loc. cit., p. 254-255.

Ele preconiza a invocação dos santos e sobretudo da santa Virgem; os santos dispensam seus benefícios de preferência nos lugares onde suas relíquias são conservadas; a Virgem e seu Filho « são os únicos belos sob todos os aspectos, pois em ti, Senhor, não há mácula, e em tua mãe não há pecado. » O Sr. G. Bickell conclui, dessa passagem e de outras análogas, que o santo doutor é uma testemunha do dogma da Conceição imaculada. Ibid., p. 28-29.

Mons. Rahmani, à frente de sua edição dos hinos sobre a virgindade, já editados, mas de maneira menos completa, por Mons. Lamy, loc. cit., t. IV, indica os dogmas que se encontram formulados nessa obra. Mencionemos a Trindade, uma pessoa e duas naturezas em Cristo, a presença real na eucaristia, a imaculada conceição, o pecado original, o livre-arbítrio e seu acordo com a graça, o sacramento da confirmação, o primado de Pedro, a intercessão dos santos, o culto das imagens, a vida bem-aventurada de que os santos gozam desde sua morte.

Do ponto de vista litúrgico, Mons. Rahmani relaciona também os testemunhos em favor dos antigos ritos eclesiásticos: a unção dos altares, a conservação do santo crisma, o óleo dos catecúmenos, a cruz mergulhada na água batismal, as cerimônias do batismo solene conferido no dia de Páscoa, a comunhão que se segue ao batismo, o pão eucarístico recebido na mão na comunhão, enfim os costumes de se abster de vinho em tempo de jejum e de ungir os defuntos com óleo. Sancti Ephræmi hymni de virginitate, Scharfé, 1906, p. XII.

O pequeno tratado polêmico, atribuído a João Maron, para mostrar que por « uma natureza do Verbo encarnada » os santos Padres entendem « duas naturezas », e composto, sem dúvida, no século VII, cita cinco passagens de santo Éfrem para mostrar que ele era difisita, por exemplo: « enquanto sua humanidade era visível em diversas ações, sua divindade aparecia em notáveis prodígios, a fim de que se conhecesse que não havia uma natureza, mas duas. Não havia somente a natureza humilde ou a natureza sublime, mas as duas; a humilde e a sublime estavam unidas uma à outra. » Cf. F. Nau, Opuscules Maronites, 1re partie, Paris, 1899, p. 28-29.

A última frase deixa, aliás, a questão indecisa, pois não precisa o modo de união das naturezas, que podem ser « postas em uma natureza sem mistura nem confusão » segundo a fórmula jacobita, ou « unidas em uma hipóstase e em uma pessoa » segundo a fórmula ortodoxa. Por isso, diversas estrofes da mesma peça podiam ser alegadas pelos dois partidos. Por exemplo, o hino já citado sobre a natividade de Cristo na carne.

Cantaremos o modo do nascimento do primogênito. A divindade teceu para si uma veste no seio da Virgem. Ela a revestiu e nasceu, ela a despiu de novo na morte. Ela a despiu uma vez, ela a revestiu duas vezes. Ela a tomou à esquerda, ela a despiu, ela a colocou à direita.

Ele era servo na terra, ele era senhor no alto. Ele herdou as profundezas e o céu, ele que foi estrangeiro (aqui embaixo). Aquele que julgaram com iniquidade, julga com verdade. Aquele que cobriram de escarros, soprou o espírito sobre a face deles. Aquele que recebeu um frágil caniço era o bastão do mundo. Aquele que envelhecer se apoiará nele. 193 (SAINT)

Ela (a divindade) o glorificou sobre o monte (onde) apareceu por fora. Ela o obscureceu sobre o lenho (onde) estava oculta nele. Ele foi glorificado sobre o monte (onde) ela mostrou sua natureza. Ele tomou a aparência dos mortos e mostrou (ainda) sua natureza, aquela que os animais não viram e que é impossível aos anjos contemplar.

Cada uma dessas estrofes conta onze versos em siríaco; esses versos estão em geral agrupados dois a dois, como o fizemos, para constituir uma frase métrica. Cada verso é formado aqui de seis ou sete sílabas; temos muito mais na tradução porque em siríaco não há artigo e os pronomes são simples sufixos. João Maron cita a terceira estrofe em favor das duas naturezas, e os jacobitas a suprimiram desde então nos manuscritos. Jacó de Edessa (século VII) comenta primeiro esse texto como poderiam fazer os difisitas.

Eis o que diz esse doutor. A divindade deu ao corpo que uniu a si e que fez seu os dons brilhantes e divinos de sua natureza (dela) que estavam acima da natureza dele (do corpo): de ser honrado entre os gentios; de ser consagrado nas Igrejas; de ser ornado de glória... Esse doutor mostra ainda duas coisas, a saber, que outra coisa é o corpo segundo sua natureza e outra coisa é a divindade segundo sua natureza, e em seguida que, por causa de sua união verdadeira e indivisível, cada um deles tomou o que pertencia ao outro: o corpo, o que pertencia à divindade, e a divindade, o que pertencia ao corpo.

Mas Jacó logo se presta à interpretação monofisita quando parece atribuir « à natureza divina » o nascimento, o sofrimento e a morte. É, pois, com propriedade e sem ser repreensível que esse santo doutor transportou a separação da alma e do corpo, que se chama morte, para a divindade, que formou o corpo para servir-lhe de veste... Assim se saberá também, como por muitas outras palavras desse doutor... que é a divindade que teceu para si uma veste no seio, e a revestiu e saiu ao nascer, e apareceu no corpo neste mundo e dele se serviu e falou por seu meio, e operou nossa salvação. É ela que sofreu por nós, foi crucificada e morreu. Cf. F. Nau, Lettres choisies de Jacques d'Édesse, Paris, 1906, p. 27-32.

Não citaremos outro exemplo das poesias de santo Éfrem, de sua forma, de seu fundo poético e um pouco flutuante, nem do uso que se pode fazer delas na história dos dogmas, e das interpretações diversas às quais podem servir de pretexto. As qualidades poéticas — brevidade, harmonia, assonância — desaparecem nas traduções, das quais só a literatura ascética poderá tirar grande proveito.

Às obras citadas acima ou em Dictionnaire de la Bible, t. II, col. 1891, acrescentemos Lamy, Le testament de saint Éphrem em Compte rendu du quatrième Congrès international des catholiques, tenu à Fribourg, du 16 au 20 août 1897, 1re section, Sciences ecclésiastiques, Friburgo, 1898, p. 173-209 (estudo e tradução francesa); Rubens Duval, Le testament de saint Éphrem, no Journal asiatique, 9e série, XVIII, setembro-outubro de 1901, p. 234-319 (introdução, texto siríaco, tradução francesa e distinção das passagens originais ou interpoladas); G. Cardahi, Liber Thesauri de arte poetica syrorum, Roma, 1875, p. 9-13 (notícia sobre Éfrem e espécimes de suas poesias); P. Bedjan, Histoire complète de Joseph par saint Éphrem, poème en douze livres avec la translation française, Paris, 1891; uma parte desse poema já havia sido editada, em 1887, pelo R. P. Bedjan: o poema parece provir antes da escola de Jacó de Edessa do que de santo Éfrem mesmo; Rev. Henry Burgess, Select metrical hymns and homilies of Ephrem Syrus translated from the original syriac, Londres, 1853; H. Grimme, Der Strophenbau in den Gedichten Ephreems, Friburgo, 1893; M. Duval, Notes sur la poésie syriaque, no Journal asiatique, 10e série, julho-agosto de 1907, t. X, p. 57-73.

Autor original: F. Nau

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