DUNGAL

DUNGAL

DUNGAL. Nome de vários personagens do alto Idade Média. Um Dungal escreveu, em 827, contra o bispo Cláudio de Turim, que atacava o uso das peregrinações a Roma e o culto das imagens, uma Resposta às doutrinas perversas de Cláudio de Turim, P. L., t. cv, col. 466 sq. Nessa obra, ele dá provas de grande erudição patrística e litúrgica, e cita em particular, com frequência, os antigos poetas cristãos. Embora afirme claramente que o culto dos santos e das imagens é tão antigo quanto a própria Igreja, os primeiros exemplos que apresenta são posteriores à paz da Igreja. Esse Dungal é provavelmente o mesmo que um monge de Saint-Denis, exilado da Irlanda, contemporâneo de Carlos Magno e seu entusiasta admirador, que o imperador consultava sobre uma questão de astronomia, P. L., t. cv, col. 447 sq.; Monumenta Germaniæ historica, Epistolæ, t. iv, p. 570 sq., e do qual vários poemas e cartas interessantes nos foram conservados. Monumenta, Epistolæ, t. iv, p. 568 sq., e Poetæ ævi carolini, t. i, p. 395 sq. Cf. Traube, art. cit., p. 333 sq. Será ele o mesmo que um Dungal que se vê, em 825, professor em Pavia? Boretius, Capitularia, 163, Monumenta, Leges, sect. ii, t. i, p. 327. Será ele o mesmo que um Dungal, que fez homenagem de uma rica biblioteca à abadia de Bobbio, fundada por São Colombano? Cf. Muratori, Antiquitates Italicæ, t. iii, p. 821. É muito difícil decidi-lo. Este último Dungal parece ser posterior, talvez do século XII. Cf. Traube, art. cit., p. 336. Dümmler, prefácio aos Carmina nas Poetæ ævi carolini, t. i, p. 394. Alcuíno fala, numa carta a monges irlandeses, de um Dungal bispo, «personagem venerável, mestre de vossa ciência.» Jaffé, Monumenta alcuiniana, 217, Berlim, 1873, p. 714. Prefácio às Epistolæ, Monumenta Germaniæ historica, Epistolæ, t. iv, p. 568; Dümmler, Prefácio às Carmina, Poetæ, t. i, p. 393 sq.; Hauck, art. Dungal, em Realencyklopädie, t. v, p. 60 sq.; Overton, art. Dungal, do Dict. of nat. Biogr., t. xvi, p. 197 sq.; Traube, art. Dungal, em O Roma nobilis der Abhandlungen der philos. philolog. Classe der königlich. bayer. Akad., Munique, 1892, t. xix, p. 333 sq.

Autor original: J. de la Servière

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