DU CHESNE (JOÃO BATISTA)

DU CHESNE (JOÃO BATISTA)

DU CHESNE Jean-Baptiste, chamava-se PHILIPOTEAU, mas é conhecido pelo nome de Du Chesne, que assumiu ao entrar na Companhia de Jesus. Nascido em Sy (Ardenas), a 21 de dezembro de 1682, fez-se jesuíta a 27 de agosto de 1700; depois de ensinar belas-letras e filosofia e de governar como reitor diversos colégios, ficou durante dois anos encarregado da educação dos infantes da Espanha; de volta à França, ainda desempenhou importantes funções em sua ordem, e morreu em Reims, a 24 de janeiro de 1750. Fez-se notar nas controvérsias relativas ao jansenismo, sobretudo por duas obras de história teológica: Le prédestinianisme ou les hérésies sur la prédestination et la réprobation. Traité historique et théologique, où l'on expose la naissance, le progrès, les révolutions, les dogmes, et les sectes diverses des prédestiniens, avec des dissertations sur des points importans, et un sommaire de la doctrine que l'Eglise oppose à ces sectes, in-4, Paris, 1724; e Histoire du baianisme, ou de l'hérésie de Michel Baius, avec des notes historiques, chronologiques, critiques, etc., suivie d'éclaircissemens théologiques, et d'un recueil de pièces justificatives, in-4°, Douai (Paris), 1731. A segunda foi posta no Índice, a 11 de agosto de 1733, sem dúvida por causa de alguns juízos excessivos e de seus ataques contra a ortodoxia de alguns teólogos católicos. O dominicano Pierre Soto, em particular, em quem Du Chesne acreditara encontrar o baianismo em germe, foi defendido contra ele pelo P. A. Orsi, depois cardeal, e por Billuart. Ver BAIUS, t. II, col. 638. Os jansenistas Coudrette e Nicolas le Gros também pretenderam apontar vários erros na Histoire du baianisme. Atribuiu-se ainda ao P. Du Chesne, além de alguns escritos menores publicados em defesa da constituição Unigenitus, a seguinte obra: La vérité et l'équité de la constitution Unigenitus démontrée contre les cent-une propositions de Quesnel, in-12, 1737. Publicou igualmente, em 1741 e 1748, resumos da história antiga e da história da Espanha, sem dúvida compostos para uso dos príncipes seus alunos, e enfim uma espécie de enciclopédia intitulada: La science de la jeune noblesse, 3 in-12, Paris, 1729. De Backer-Sommervogel, Bibliothèque de la C. de Jésus, t. III, col. 4112-4144; t. IX, col. 35; Hurter, Nomenclator, t. IV, col. 1490-1491; Reusch, Der Index, t. II, p. 769; Scheeben, em Der Katholik, 1868, p. 282. —

Autor original: J. Brucker

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