2. CRISTÓVÃO, patriarca de Alexandria, segundo Eutychius, P. G., t. CXI, col. 1128, sucedeu a Eustathios por volta do ano 805. Embora estivesse atingido por paralisia, governou durante 32 anos a sua Igreja, com o auxílio de um coadjutor.
Em 836, com os patriarcas Job de Antioquia (813-843) e Basílio de Jerusalém, subscreveu a famosa carta ao imperador Teófilo (829-842) contra os iconoclastas. Esta carta, que se encontra inserida nas obras de São João Damasceno (edit. de Lequien), deve ter sido composta de comum acordo pelos três patriarcas.
Possui-se de Cristóvão uma exortação espiritual sobre a vida humana em forma de parábola. Nela, descreve a luta da alma cristã contra o espírito do mal, simbolizado em uma serpente que, pela negligência e avareza do senhor da casa onde penetra, acaba por matar os seus criados, o seu filho, a sua esposa e morder a ele próprio. A carta a Teófilo encontra-se P. G., t. CXI, col. 343-385; a exortação P. G., t. C, col. 1216-1232.
Constantino Porfirogênito, Narratio de imagine Edessena, P. G., t. CXIII, col. 441; Combéfis, Manipulus rerum Constantinopolitanarum, Paris, 1664, p. 140-145; Lequien, Oriens christianus, t. II, col. 465-466; Fabricius, Bibliotheca graeca, t. XI, p. 594; Cotelier, Ecclesiae grecae monumenta, Paris, 1681, p. 669; Oudin, Commentarius de scriptoribus Ecclesiae antiquis, Leipzig, 1722, col. 67-68; Cave, Scriptorum ecclesiasticorum historia litteraria, Colônia, 1720, p. 446; Schwarzlose, Der Bilderstreit, ein Kampf der griechischen Kirche um ihre Eigenart und um ihre Freiheit, Gotha, 1890, p. 109-112; Krumbacher, Geschichte der byzantinischen Litteratur, Munique, 1897, p. 166; Matviecvsky, Otcherk istorii Aleksandriiskoi tzerkvi so vremeni khalkidonskago sobora, khristianskoe Tchtenia, 1856, t. I, p. 246-247; Nealy, A history of the holy eastern Church. The Patriarchate of Alexandria, Londres, 1847, t. II, p. 138-146.
Autor original: A. Palmieri
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