Por fim, o quarto capítulo contém a lista daqueles que recebem prebendas provenientes das estrebarias, a marestalla, isto é, que têm direito a cavalos, forragens, carruagens, etc. Hic incipit officium continens nomina omnium illorum qui recipiunt prebendas a marestalla domini P. PP. Nicolai III. Em primeiro lugar, como sempre, o camerlengo; depois, dezoito altos dignitários entre os quais o vice-chanceler é assinalado para três partes; o marechal da justiça, marescalcus justicie, para doze partes, etc.; após eles, os capelães, os hostiarii majores, os domicelli, os servientes albi e os servientes nigri.
O número dessas partes ou prebendas é de cento e trinta e duas; Summa omnium prebendarum est cxxxii. O rol terminava com estas notas sobre o número de cavalos e montarias de diversos gêneros recolhidos nas estrebarias pontifícias: Equi marestalle albe (sic) sunt viginti. Item sunt in eadem marestalla muli et mule novem. Item equi et muli de marestalla nygra sunt triginta. Item sunt de bestiis marestalle nygre apud fratrem Gerardum et socios de ordine minorum qui vadunt ultra mare contra tartaros undecim, videlicet quatuor roncini (roussins, Ducange, Glossarium, t. V, p. 797, 826 sq.) et septem muli et mule.
Summa equorum, mulorum atque mularum istorum atque istarum predictorum seu predictarum est septuaginta. Cf. Galletti, Memorie di tre antiche chiese di Rieti, p. 183. Para a corte dos papas durante sua estadia em Avinhão (1306-1376), uma estatística exata nos é fornecida por Fantoni Castrucci, Storia d’Avignone, p. 163 sq. É igualmente um documento de grande importância. Após a eleição de Clemente V (1305), a corte pontifícia tinha se transportado sucessivamente para Limoges, Périgueux, Bordeaux, Lyon, Poitiers. Cf. Analecta juris pontificii, 1895, 1896.
Ela se estabeleceu depois de uma forma mais estável em Avinhão, sobretudo sob João XXII (1316-1334), que, primeiro bispo de Avinhão, fez dispor ali locais bastante vastos para o alojamento dos cardeais, dos oficiais da corte e de todos os membros da casa pontifícia. Durante a estadia dos papas em Avinhão, o cargo de cardeal camerlengo sofreu, ao que parece, modificações notáveis, e perdeu muito de sua importância. O camerlengo foi dispensado de residir habitualmente no palácio.
Na direção contínua do pessoal da corte, ele foi desde então substituído, em grande parte, por um funcionário leigo, cuja primeira menção, pelo menos com uma autoridade tão extensa, remonta a esta época. Chamavam-no Magister sacri hospitii palatii apostolici (Mestre do Santo-Hospício), e ele detinha a dignidade de primeiro camareiro secreto participante de capa e espada. Ele acumulava as atribuições que foram, mais tarde, confiadas ao mordomo e ao mestre da câmara apostólica. Cf. Mabillon, Museum italicum, 2 in-4, Paris, 1724, t. II, p. 122; Baluze, Vitae paparum avenionensium, 2 in-4, Paris, 1693, t. I, p. 1089, et passim; Renazzi, Notizie istoriche
Autor original: B. Heurtebize
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