CÂNTICO DOS CÂNTICOS

CÂNTICO DOS CÂNTICOS

CÂNTICO DOS CÂNTICOS (hebraico: Sir has-Sirim; Septuaginta: ’Aσμα ᾀσμάτων; Vulgata: Canticum canticorum), um dos livros do Antigo Testamento. Esta forma hebraica de superlativo significa "Cântico por excelência". Cf., para locuções similares, Sl XLIX, 1; Sl CXXXV, 3; 1 Tim., vi, 15.

— I. Unidade. II. Autenticidade. III. Divisão. IV. Interpretação. V. Objeto.

I. Unidade. — Para Richard Simon, Histoire critique du Vieux Testament, 1685, l. I, c. IV, p. 30, o título significaria "Livro de cânticos", o que suporia que o Cântico não é senão uma coletânea de peças destacadas, e postas em ordem, como os Salmos e os Provérbios. Esta opinião foi sustentada por Herder, Paulus, Eichhorn, Wellhausen e Reuss. Este último, La Bible, Poésie lyrique, le Cantique, Paris, 1879, p. 51, declara que o Cântico "é uma coletânea de pequenos poemas líricos", que se "compõe de um certo número de peças destacadas".

Embora o livro apresente uma variedade bastante grande de forma e estrófica, ele é, contudo, marcado pelo selo da unidade. As principais razões em favor desta unidade são as seguintes:

1º Os mesmos personagens estão em cena em todo o Cântico: um esposo que é rei de Jerusalém, Cant., I, 3 (heb.); III, 7, 11; VI, 11; uma jovem esposa, que é virgem, e que tem sua mãe, seus irmãos, sua vinha, Cant., I, 5; II, 15; III, 4; VI, 8; VII, 2, 8, 12, 13, e que é objeto do amor do esposo, Cant., II, 6, 16; III, 4; VI, 2, 8; VII, 10; um grupo de jovens moças de Jerusalém, Cant., passim, I, 5; II, 7; V, 8; VIII, 4.

2º As mesmas locuções características se encontram por toda parte: o esposo é comparado a uma cria de corça, Cant., II, 8, 17; VIII, 14; ele habita no meio dos lírios, Cant., II, 16; IV, 5; VI, 2; as filhas de Jerusalém são adjuradas nos mesmos termos, Cant., II, 7; III, 5; VIII, 4; a esposa é chamada a mais bela de todas as mulheres, Cant., I, 8 (heb.); V, 9; VI, 1 (Vulgata, V, 17); as formas interrogativas são idênticas, Cant., III, 6; VI, 9; VII, 5; o relativo apocopado šé (ש) é o único empregado no poema.

II. AUTENTICIDADE. — Ela foi negada por alguns autores; assim Rosenmuller, Scholia in Ecclesiasten et Canticum, Leipzig, 1830, p. 288; Eichhorn, Einleitung in das Alt. Testament, part. V, Göttingen, 1823-1824, p. 219; Munk, Palestine, Paris, 1881, p. 449-450, etc., levam a composição do livro até depois do cativeiro, ou pelo menos até aos últimos reis de Judá. Outros, contudo, a situam pouco depois do reinado de Salomão e no reino de Israel. Todos se apoiam sobretudo em argumentos linguísticos.

I. PROVAS DA AUTENTICIDADE. — A autenticidade salomônica se prova:

1º Pelo título completo em hebraico: Sir has-sirim asér lis-loméh, "Cântico dos cânticos que [é] de Salomão"; este título se conservou na Septuaginta: ’Aσμα ᾀσμάτων, ὅ ἐστιν Σαλωμών. Este título é confirmado por este dado de que Salomão era poeta. III Reg., v, 12.

2º Pelas particularidades características do livro: 1. Salomão ali é nomeado cinco vezes, I, 1; III, 7, 9, 11; VI, 11 (heb.), e duas vezes com o título de rei, III, 9, 11. Ali se fala de um rei, I, 3, 11; VII, 5, e de rainha, VI, 7, 8.

2. O autor deve ter vivido antes do cisma para falar como fala de certas localidades, Jerusalém, Tursa, Cant., VI, 4 (heb.), Galaad, o Carmelo, o Líbano, o Hermon; vê-se que estas localidades fazem parte de um mesmo reino, o que não foi mais verdade depois de Salomão.

3. O amado é comparado a uma montaria da cavalaria do faraó, Cant., I, 8; isso se compreende na boca de Salomão, fortemente enamorado da cavalaria egípcia; cf. III Reg., x, 28.

4. O autor tem vastos conhecimentos em história natural o que convém muito bem a Salomão; cf. III Reg., IV, 33.

5. Enfim, o autor descreve com tanta exatidão as coisas da época salomônica, que é difícil supor que ele não seja seu contemporâneo. Cf. De Wette, Einleitung, 7ª ed., p. 372; Frz. Delitzsch, Hohes Lied, in-8°, Leipzig, 1875, p. 12.

3º Pela tradição cristã. Cf. S. Ambrósio, Rom. in Cant., I, 4, P. L., t. XV, col. 1853; S. Jerônimo, Epist., LXXI, ad Paul., P. L., t. XXII, col. 547; Teodoreto, In Cant., P. G., t. LXXXI, col. 30; S. Gregório de Nissa, In Cant., I, 1, P. G., t. XLIV, col. 765.

II. RESPOSTAS ÀS OBJEÇÕES. — Os adversários da autenticidade salomônica objetam:

1º Os aramaísmos que a obra contém; citam-se seis: berot, Cant., I, 17; ’asés, III, 8; kofel, III, 9; setav, II, 11; tinéf, V, 3; ladki para lāk, I, 13. Mas esta objeção não é sólida, pois, como Israel teve muitas relações com os povos vizinhos do tempo de Salomão, pôde tomar emprestadas algumas palavras.

2º Outras expressões tais como: pardés, Cant., IV, 13, idêntico ao zend pairidaeza, "jardim fechado"; ’appiryôn, Cant., III, 9, idêntico ao indiano paryang, que se tornou no grego φορεῖον, "liteira". Mas Salomão, que teve muitas relações com os povos estrangeiros, pôde tomar emprestados alguns usos, e consequentemente as palavras para designá-los.

3º Certos usos gregos: uso de deitar-se para pôr-se à mesa, Cant., I, 12 (Vulg. 11); a coroa do esposo, Cant., III, 11; as guardas da cidade, Cant., V, 7; as maçãs afrodisíacas, Cant., VII, 5; as flechas de Eros, Cant., VII, 6. Mas os gregos não eram os únicos a empregar esses usos. Cf.

III. DIVISÃO. — Os autores não estão de acordo para dividir o poema. Uns não veem nele senão uma série de cânticos; a maioria reconhece nele um drama. Subentende-se que nós não podemos indicar aqui senão as principais divisões.

Bossuet, In Cant. cant., pref., Bar-le-Duc, 1863, t. III, p. [I], seguido por dom Calmet e Lowth, divide o poema em sete cânticos correspondendo aos sete dias da semana, dos quais cada um marcaria um progresso no amor: I, 1-II, 6 (amor imperfeito); II, 7-17 (amor penitente); III, 1-IV, 1 (amor depurado pela prova); IV, 2-VI, 8 (amor aperfeiçoado pela prova); VI, 9-VII, 10 (amor digno de admiração); VII, 11-VIII, 3 (amor que se dá sem reserva); VIII, 4-14 (amor em repouso).

Ewald, Das Hohelied Salomo’s, Göttingen, 1826, o divide em cinco atos dos quais cada um abraça diversas cenas: Act. I, sc. 1: I, 1-II, 7; Act. II, sc. 1: II, 8-III, 5; sc. 2: III, 6-V, 1; Act. III, sc. 1: V, 2-8; Act. IV, sc. 1: V, 9-VI, 3; sc. 2: VI, 4-VII, 1; sc. 3: VII, 2-10; sc. 4: VII, 11-VIII, 4; Act. V: VIII, 5-14.

F. Hitzig, Das Hohe Lied, Leipzig, 1855, o divide em nove cenas: I, 1-8; I, 9-II, 7; II, 8-III, 5; III, 6-V, 1; V, 2-VI, 3; VI, 4-VII, 1; VII, 2-11; VIII, 12-VII, 4; VIII, 5-14.

Brown, Dictionary of the Bible de Smith, 1863, t. I, p.

271, divide o Cântico em cinco seções: I-II, 7; II, 8-III, 5; III, 6-V, 1; V, 2-VIII, 4; VIII, 5-14. — Renan, Le Cantique des cantiques, Paris, 1870, p. 83-88, divide este drama em cinco atos. — Frz. Delitzsch, Hohes Lied, 1875, p. 10, partilha o poema em seis atos. — Ed. Reuss, Le Cantique des cantiques, Paris, 1879, distingue aliás dezesseis trechos destacados. Entre os autores católicos, A. Le Hir, Le Cantique des cantiques, Paris, 1882, divide o poema em oito partes; Mgr Meignan, Salomon, Paris, 1890, p. 467-560, divide-o em cinco cânticos. Para col. 189-191.

IV. INTERPRETAÇÃO. — Deram ao Cântico três interpretações principais:

1° Interpretação histórica: o Cântico seria um epitalâmio celebrando uma união puramente humana de Salomão com a filha do rei do Egito, cf. Théodore de Mopsueste, em Mansi, Concil., t. IX, col. 225-227; ver Kihn, Theodor von Mopsuestia und Junilius Africanus als Exegeten, Fribourg-en-Brisgau, 1880, p. 69-70, 368; ou com a Sulamita; ou de um pastor e de uma pastora. Para alguns, seria até mesmo uma sátira do que acontecia na corte de Salomão; celebraria a fidelidade de uma pastora, que resiste às seduções do harém real e permanece fiel ao pastor que ama. Essa interpretação dos críticos modernos esbarra sobretudo em três dificuldades: 1. a antiga tradição judaica nunca entendeu o Cântico neste sentido; 2. a tradição cristã nunca admitiu a interpretação histórica, ver Théodoret, In Canticum, prol., P. G., t. LXXXI, col. 29-32; cf. Kihn, op. cit., p. 73-74, e os blasfêmias de Teodoro de Mopsuéstia foram anatemizadas pelo V concílio ecumênico, realizado em Constantinopla em 553, Mansi, loc. cit., col. 230; 3. esta interpretação é condenada pelas incoerências que suporia no próprio texto do

2° Interpretação mística: ela distingue no Cântico um sentido literal referindo-se ao casamento de Salomão, e um sentido místico referindo-se à união de Jesus Cristo e de sua Igreja. Mas ela não é muito provável, pois reconhece no Cântico um sentido literal próprio, o que não parece possível.

3° Interpretação alegórica: ela vê no Cântico um cântico que celebra a união da Igreja com Jesus Cristo, e da alma com o Verbo divino. Ela é a mais provável: pois: 1. é a mais conforme às visões tradicionais; cf. Origène, In Cant., homil. 1, P. G., t. XIII, col. 3; Théodoret, In Cant., prol., P. G., t. LXXXI, col. 27; S. Grégoire de Nysse, In Cant., homil. 1, P. G., t. XXIV, col. 443; S. Jérôme, Epist., LIII, n. 7, ad Paulin., P. L., t. XXII, col. 279; S. Augustin, De civit. Dei, XVII, 20, P. L., t. XLI, col. 556; Junilius, Instituta regularia, l. I, c. V, em Kihn, Theodor von Mopsuestia, p. 476; S. Bernard, Sup. Cant., serm. I, 8, P. L., t. CLXXXIII, col. 788; 2. ela se apoia em outras passagens do Antigo e do Novo Testamento que representam a união de Deus e de seu povo sob a imagem da união conjugal: Ps. XLIV; Ose., II, 19, 20, 23; Jér., III, 2; Ézech., XVI, 8-14; Matth., IX, 15; XXV, 1-13; II Cor., XI, 2; Joa., III, 29; Eph., V, 23-25, 31, 32; Apoc., XIX, 7, 8; 3. finalmente, encontram-se exemplos disso Bible, t. II, col. 195-196.

V. OBJETO. — Distingue-se o objeto principal e objetos secundários. Esta questão é a que mais interessa à teologia.

I. OBJETO PRINCIPAL. — É a união de Jesus Cristo e da Igreja. É fácil provar esta asserção. — 1° Jesus Cristo dá a si mesmo como o esposo esperado, Matth., IX, 15; Marc., II, 19; Luc., V, 34, 35; ele fala também de sua Igreja emprestando a alegoria nupcial de Salomão. Matth., XXII, 1-13; XXV, 1-13. — 2° São João Batista chama Nosso Senhor de esposo. Joa., III, 29. — 3° São Paulo fala também de Jesus Cristo como do esposo e da Igreja como da esposa. II Cor., XI, 2; Eph., V, 22-32. — 4° São João celebra as núpcias do Cordeiro, e canta o esposo, isto é, o Cristo, e a esposa, isto é, a Igreja. Apoc., XIX, 7-9; XXI, 2; XXII, 17. — 5° A maioria dos Padres e escritores eclesiásticos, como acabamos de ver a propósito da interpretação alegórica, professam esta opinião. — 6° A maioria dos detalhes do Cântico convêm a Jesus Cristo ou a sua Igreja. Jesus Cristo é amável, Cant., I, 2; belo, V, 10-16; rei, III, 7-11; pastor, I, 6; cheio de amor por sua esposa, I, 4. A Igreja, por seu lado, é bela, I, 4; II, 2; IV, 1-7; ela é inicialmente pequena, VIII, 8; ela procura seu esposo, III, 2, 4; ela o ama, III, 5; ela lhe é devotada, VII, 1, 2; ela torna-se rainha, VII, 7-9; mãe, VIII, 3; forte e poderosa, VI, 3; ela apascenta seu rebanho, I, 7; ela é perseguida, V, 7.

II. OBJETOS SECUNDÁRIOS. — Contam-se vários:

1° A união do Senhor com seu povo de Israel. — Os rabinos judeus e alguns autores cristãos emitiram esta ideia; pode haver verdade nessa maneira de ver, visto que a antiga Lei é a figura da nova Lei e a Sinagoga, a da Igreja. Contudo, essa explicação não poderia ser rigorosa e em todos os pontos exata, pois: 1. Israel era o povo de Jeová; ora, Salomão não foi a figura de Jeová, mas de Jesus Cristo; 2. Salomão nunca foi para seu povo o que Jesus é para sua Igreja; 3. o Cântico não reprova à esposa nenhuma infidelidade; ora, esse traço não pode convir ao povo de Israel.

2° A união de Jesus Cristo com a santíssima Virgem. — Esta aplicação é mais legítima; eis porque foi proposta por vários Padres; bastará mencionar santo Ambrósio, P. L., t. xv, col. 1945, Dinis, o Cartuxo, e são Bernardo; a própria Igreja, nos ofícios da santíssima Virgem, empresta do Cântico um grande número de textos. Cf. Schafer, Das Hohe Lied, p. 258.

3° A união de Jesus Cristo com a alma cristã. — Este sentido foi também desenvolvido por alguns Padres; cf., notadamente, S. Basile, Homil., x11, in prince. Prov., 4, P. G., t. XXXI, col. 888; S. Bernard, In Cant., serm. x11, 11, P. L., t. CLXXXIII, col. 833.

4° A teologia mística, em todas as épocas, viu no desenvolvimento do Cântico as fases diversas do amor de Jesus Cristo por sua Igreja, ou as diferentes formas de sua união com a criatura. Bastará enumerar as principais teorias que foram emitidas ao colocar-se em um ou outro desses dois pontos de vista. — 1.

São Tomás vê no Cântico a descrição do amor de Jesus Cristo por sua Igreja em três épocas diversas: a) nos primeiros tempos, quando os judeus recusam entrar na sociedade nova, *Cant.*, I-II, 6; b) nos tempos intermediários, quando a Igreja cresce e incorpora as nações, II, 7-VI, 9; c) no fim dos tempos, quando Israel se converterá e será salvo, VI, 10-VIII, 13.

2. Para Nicolau de Lyra, o Cântico descreve o amor de Deus por seu povo: a) no Antigo Testamento: na saída do Egito, I, 1-11; no deserto, I, 12-IV, 7; na Judeia, IV, 8-VI, 12; b) no Novo Testamento: no berço da Igreja, VII, 4-10; no seu período de crescimento, VII, 11-13; durante seu repouso, VIII, 1-13.

3. Cornélio a Lápide reconhece nele: a) a infância da Igreja, I-II, 7; b) os progressos da Igreja, II, 8-III, 5; c) a maturidade da Igreja, III, 6-V, 1; d) a decrepitude da Igreja, V, 2-VI, 2; e) a renovação e o aperfeiçoamento da Igreja, VI, 3-VIII, 14.

4. Para Schafer, Das Hohe Lied, Munster, 1876, o Cântico celebra: a) as núpcias de Cristo com a natureza humana, I-II, 7; b) as núpcias de Cristo com a Igreja, II, 8-V, 1; c) as núpcias de Cristo com cada alma, V, 2-VIII, 5.

5. A explicação de Gietmann, Comment. in Cant., p. 423, resume-se nos pontos seguintes: a) o esposo responde aos desejos da esposa, a visita e a consola, I, 1-II, 7; b) ele a visita de novo e a prepara para a vida ativa, II, 8-17; c) ele a prova e a consola, III, 1-5; d) ele a desposa, III, 6-V, 1; e) a esposa se compromete a sofrer pelo esposo de quem ganha os favores, V, 2-VI, 8; f) a esposa recolhe os frutos de seus trabalhos e alegra assim o esposo, VI, 9-VIII, 4; g) a esposa é transportada para a morada do esposo, VIII, 5-14.

I. COMENTÁRIOS. — Orígenes, Scholia, P. G., t. xv, col. 253- 288; Homiliæ (trad. latine par S. Jérôme), P. G., t. XIII, col. 37- 58; Commentarium (trad. latine par Rufin), P. G., t. XIII, col. 61- 497; S. Hipólito, In Cantic., édit. Bonwetsch, dans Die griechischen christl. Schriftsteller der ersten drei Jahrhunderte, Leipzig, 1897, t. 1, p. 343-374; S. Gregório de Nissa, Homiliæ, P. G., t. XLIV, col. 755-1420; Teodoreto, P. G., t. LXXXI, col. 27- 214; Procópio de Gaza, Comment. in Cantic., P. G., t. LXXXVII, col. 1545-1754, 1755-1780; comentários extraídos das obras de São Gregório Magno, P. L., t. LXXIX, col. 471-548, 905-916; S. Justo de Urgel, In Cantic. explicatio mystica, P. L., t. LXV, col. 963-994; Pseudo-Cassiodoro, Expositio in Canticum, P. L., t. LXX, col. 1057-1106; atribuída a Haymon de Halberstadt, P. L., t. CXVII, col. 295-358; Pseudo-Isidoro de Sevilha, Expositio, P. L., t. LXXXI, col. 1119-1134; Apônio (do século VI ou VII), Commentaria in Cantica canticorum, em 12 livros, dos quais os seis primeiros foram publicados com a continuação do premonstratense Lucas, Friburgo em Brisgóvia, 1548; foram reproduzidos na Bibliotheca Patrum, Paris, t. I, p. 763 sq.; Lyon, 1677, t. XV, p. 128 sq.; os l. VII, VIII e uma parte do IX foram editados por Mai, Spicilegium romanum, Roma, 1841, t. V, p. 1 sq.; os outros, cf. F. Vigouroux, t. I, col. 796; Hurter, Nomenclator, 3ª ed., Inspruck, 1903, t. I, col. 531-532; J. Witte, Der Kommentar des Apponius zum Hohenliede, Erlangen, 1904; Beda, o Venerável, Allegorica expositio, P. L., t. XCI, col. 1065-1236; Alcuíno, Compendium, P. L., t. C, col. 639-664; Angelome, Enarrationes, P. L., t. CXV, col. 554 sq.; Valafrido Estrabão, Glossa, P. L., t. CXIII, col. 1125-1168; Roberto de Tomblaine, Comment. in Canticum, P. L., t. CL, col. 1859 sq.; Anselmo de Laon, Enarrationes, P. L., t. CLXII, col. 1187-1228; S. Bruno de Asti, Expositio, P. L., t. CLXIV, col. 1233-1288; Ruperto de Deutz, In Cant. libri VII, P. L., t. CLXVIII, col. 839-962; Honório de Autun, Expositio, P. L., t. CLXXII, col. 347-548; S. Bernardo, Serm. in Cant., P. L., t. CLXXXIII, col. 779-1198; Gilberto de Hollandia continuou a explicação inacabada de São Bernardo, P. L., t. CLXXXIV, col. 14- 252 (ver acima col. 749-750); Guilherme de Saint-Thierry, Comment. in Cant. (extraits de S. Ambroise), P. L., t. XV, col. 1851-1962; (extraits de S. Grégoire le Grand), P. L., t. CLXXX, col. 441-474; (extraits de S. Bernard), P. L., t. CLXXXIV, col. 407- 426; Expositio, t. CLXXX, col. 473-546; anônimo, P. L., t. CLXXII, col. 519-542; Wolberon, In Cantic., P. L., t. CXCV, col. 1017-1278; Ricardo de São Vítor, In Cantic., P. L., t. CXCVI, col. 405-524; Gilberto Foliot, Expositio, P. L., t. CCII, col. 1147-1304; Tomás de Cister, In Cantic., P. L., t. CCVI, col. 24-862; Filipe de Harveng, Comment. in Cantic., P. L., t. CCIII, col. 181-584; Alano de Lille, Compend. in Cantic., P. L., t. CCX, col. 51-110; Cantacuzeno, In Cantic., P. G., t. CLIV, col. 997-1084; S. Tomás de Aquino, In Cantic. cantic. expositio, Opera, Paris, 1876, t. XVIII, p. 557-607; uma segunda exposição, ibid., p. 608-667; cf. W. Wrede, Die beiden dem hl. Thomas von Aquin zugeschriebenen Kommentare zum hohen Liede, Munster, 1903; Dionísio, o Cartuxo, Enarrat. in Cantic., Opera omnia, Montreuil, 1898, t. VII, p. 293-447; Pierre d’Ailly, Expositio super Cantica cantic., Paris, 1483; Gerson, Carmen super Cantica canticorum, Opera, édit. Wympheling, part. IV, Paris, 1521, fol. CCCLXXXII-CCCXCVI; Luís de León, Exposition du Cantique en espagnol dans Ribadeneyra, Bibliotheca de autores españoles, Madrid, 1855, t. I, p. 247-284; en latin, Salamanca, 1582; 3ª ed., ibid., 1589; M. Ghisleri, Canticum Salomonis, Roma, 1609; Genebrard, Canticum versibus iambicis et commentariis explicatum, Paris, 1585; Titelman, Comment. in Canticum, Antuérpia, 1547; J. de Pineda, Prelectio sacra in Canticum, Sevilha, 1602; Sanchez, In Canticum, Lyon, 1616; Bossuet, Canticum canticorum Salomonis, Paris, 1693; Hug, Das Hohelied in einer unversuchten Deutung, Friburgo em Brisgóvia, 1818; Kistemaker, Canticum illustratum, Munster, 1818; Schuler, Das Hohelied, Wurzbourg, 1858; B. Schäfer, Das Hohelied, Munster, 1876; Le Hir, Le Cantique des cantiques, Paris, 1883; Schegg, Das Hohe Lied Salomo’s, Munique, 1885; Langen, Das Hohelied, Friburgo em Brisgóvia, 1889; Tiefenthal, Das Hohe Lied, Kempten, 1889; Brevet, Le Cantique des cantiques, Paris, 1890; Gietmann, Comment. in Eccl. et Canticum canticorum, Paris, 1890; A. Scholz, Kommentar über das Hohelied und Psalm 45, Leipzig, 1904; Zapletal, 1907; Hontheim, 1908; Joüon, 1909; Lutero, Auslegung der Hohelied, 1526, Werke, édit. Walch, Halle, t. V, p.

2385-2506; Hitzig, Das Hohe Lied, Leipzig, 1855; Zickler, Das Hohelied, Bielefeld, 1868; Frz. Delitzsch, Hohes Lied und Koheleth, Leipzig, 1875; Stickel, Das Hohelied, Berlin, 1888; E. Réveillaud, Le sublime Cantique, Paris, 1895; Siegfried, Prediger und Hohe Lied, Gotinga, 1898.

I. TRABALHOS. — Ackermann, Introductio in libros sacros V. Foederis, Viena, 1839, p. 314-317; Danko, Historia revelationis divinae V. T., Viena, 1862, p. 303-310; Nöldeke, Hist. littéraire de l’A. T., trad. franç., Paris, 1873, p. 219-225; Kaulen, Einleitung, 2ª ed., Friburgo em Brisgóvia, 1890, p. 273-278; R. Cornely, Introductio specialis, Paris, 1887, t. II, 2, p. 184-210; L. Wogue, Histoire de la Bible et de l’exégèse biblique, Paris, 1881, p. 58-59; J. Bloch et E. Lévy, Histoire de la littérature juive, Paris, 1901, p. 68-72; Driver, Introduction to the Literature of the Old Testament, 7ª ed., in-8°, Edimburgo, 1898, p. 436-453; Cornill, Einleitung in das Alte Testament, 3ª et 4ª ed., Friburgo em Brisgóvia e Leipzig, 1896, p. 253-257; Kirchenlexikon, t. VI, col. 174-176; Realencyclopädie, t. VII, p. 256-263; Encyclopedia biblica, de Cheyne et Black, Londres, 1899, t. I, col. 681-695.

Cf. Chevallier, Répertoire. Topo-bibliographie, col. 572.

Autor original: V. Ermoni

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