ARRAS 1025, (Sínodo na igreja diocesana de Notre-Dame, realizado sob a presidência de Gerardo, bispo de Cambrai e de Arras, assistido pelos arquidiáconos e sacerdotes da diocese. Foram conduzidos, interrogados e condenados os adeptos de um certo Gundulphus, que professava: a recusa da eucaristia, a negação do valor do batismo, a interdição do matrimônio, a proibição de venerar os apóstolos e os mártires, a nulidade da veneração da Santa Cruz, que os sinos são superstição, que os enterros foram inventados pelos sacerdotes. Estes hereges, que pertenciam à seita dos cátaros, foram convencidos e pareceram converter-se.
Achéry, Spicilegium, Paris, 1723, t. I, p. 606-624; Coleti, Concilia, Venise, t. XI, 1871, p. 1153-1180; Hefele, Histoire des conciles, trad., t. IV, p. 260-264; C. Schmidt, Histoire et doctrine de la secte des cathares, Paris, 1849, t. I, p. 35 sq.; Döllinger, Beiträge zur Sektengeschichte des Mittelalters, Munich, 1890, t. I, p. 66 sq.
Autor original: J.-B. Martin
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