ALBANESES (IGREJA E CATOLICISMO NA ALBÂNIA)

São Domingos

ALBANESES, hereges maniqueístas de data muito incerta (aproximadamente século VIII). Sabe-se pouco sobre sua história e suas doutrinas. O maniqueísmo nunca desaparecera inteiramente do Oriente. Teve numerosos descendentes na Idade Média sob os nomes de cátaros, bogomilos, búlgaros, albigenses, paulicianos. Ver estes diferentes vocábulos e a bibliografia. Esses maniqueístas, dispersos na Trácia, Dalmácia, Bulgária, Eslavônia e até na Albânia, não possuíram uma profissão de fé única. Certos bogomilos suavizavam sua doutrina e foram chamados de concorezenses (do nome de Coriza, na Dalmácia, ou talvez Goriza, na Albânia). Ao contrário, os albaneses rejeitaram as mitigações doutrinárias segundo as quais o princípio do mal não teria sido eterno, como o princípio do bem, nem seu igual em poder, mas apenas uma criatura, separada por sua própria culpa, por um ato de sua vontade, do princípio do bem; eles mantiveram em todo o seu rigor a teoria dos dois princípios eternos do bem e do mal, iguais em potência e eternamente opostos um ao outro. Sobre os outros pontos, é difícil dizer com precisão e certeza se os albaneses formaram uma seita bem individualizada; daí advém a incerteza em que nos encontramos a respeito do tempo de sua duração.

Schaffarik, Os monumentos da literatura glagolítica (tcheco), Praga, 1853.


Autor original: H. Hemmer

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