AGRICOLA PELAGIANO

São Domingos

4. AGRICOLA PELAGIANUS era, segundo São Próspero da Aquitânia, Chronicum, no ano 429, P. L., t. LI, col. 594-595, um pelagiano e filho de um bispo chamado Severiano, também pelagiano. Ele insinuou a corrupção de seus erros nas igrejas da Grã-Bretanha. É por isso que, por instigação do diácono Paládio, o papa Celestino enviou Germano, bispo de Auxerre, para expulsar os hereges e trazer os bretões de volta à fé católica. Ora, Caspari, Briefe Abhandlungen und Predigten aus den zwei letzten Jahrhunderten des Kirchlichen Alterthums und dem Anfang des Mittelalters, in-8°, Christiania, 1890, p. 1-167, publicou cinco cartas anônimas e um tratado De divitiis, que são certamente de origem pelagiana e que foram compostos entre 413 e 430. Ele demonstrou que esses seis escritos são obra de um só e mesmo autor e concluiu, não sem verossimilhança, que esse autor era o pelagiano Agrícola, mencionado por São Próspero. A primeira carta contém algumas informações biográficas sobre seu autor. Ele deixou sua pátria, diz ele, contra a vontade de seus pais, para ir ao Oriente aprender a verdadeira vida ascética. No curso da viagem, ele parou na Sicília e se pôs em relações com uma nobre romana, que fez dele um dos mais entusiastas partidários da ascese pelagiana. De lá, ele escreve a um compatriota: "Que vossa dileção não tenha pena de que eu tenha partido para longe, uma vez que encontrei, viajando, o conhecimento da verdade... Comecei a saber como eu poderia ser um verdadeiro cristão." Toda sua carta exprime um vivo e alegre apego às suas novas convicções. Seus outros escritos parecem reforçar essa doutrina. A segunda carta, que não possui título, assim como a primeira, enuncia esta doutrina pelagiana: a ignorância da vontade de Deus não desculpa o pecado; ela aumenta, pelo contrário, a punição. É preciso, portanto, fazer todos os esforços para aprender a vontade divina e convencer-se de que só se será um verdadeiro cristão sob a condição de observar tudo o que Deus ordena. O tratado De divitiis condena as riquezas; elas não vêm de Deus, mas do pecado; não se pode, sem pecar, nem possuí-las nem conservá-las. Os exemplos de Jesus Cristo e dos apóstolos obrigam a praticar a pobreza. O assunto das três últimas cartas é indicado por seus títulos: De malis doctoribus et operibus fidei et de judicio futuro; De possibilitate non peccandi; De castitate. O principal interesse desta série de escritos provém de lançar um pouco de luz sobre a moral pelagiana.

BIBLIOGRAFIA: Bardenhewer, Patrologie, in-8°, Fribourg-en-Brisgau, 1894, p. 474-475; Realencyclopädie für protestantische Theologie und Kirche, 3ª ed., t. I, Leipzig, 1896, p. 249.



Autor original: E. MANGENOT

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