ACINDINO, GREGÓRIO

ACINDINO, GREGÓRIO

ACINDYNOS, Gregório. O monge e teólogo grego Gregório Acindynos (Γρηγόριος ὁ Ἀκίνδυνος) esteve envolvido, na primeira metade do século XIV, nas controvérsias suscitadas pelas singulares teorias dos hesicastas (ver este termo) sobre a «luz do Tabor», e pelas tentativas de união entre as duas Igrejas. Quase nada se conhece sobre a sua vida. A maior parte dos seus escritos, cinco livros contra Barlaam, que se tinha mostrado inicialmente hostil à união, seis contra Palamas, o principal apoio dos monges hesicastas, permaneceram inéditos, apesar do interesse das questões que tratam: investigações doutrinais, cartas dogmáticas e considerações sobre as origens desta última querela. Resta também de Acindynos um tratado em sete livros, sobre a essência e a operação de Deus, Περὶ οὐσίας καὶ ἐνεργείας, cujos dois primeiros não são senão a tradução literal da obra de São Tomás: De veritate catholicae fidei contra gentiles. Ignora-se se o monge grego utilizou uma tradução anterior ou se traduziu ele mesmo. Versificador habilidoso, mais do que poeta, deixou-nos um pequeno poema, em 509 versos iâmbicos, contra Palamas, e outros iambos endereçados a Nicéforo Gregoras para o incitar a tomar parte corajosamente na controvérsia. Acindynos foi condenado, após a sua morte, juntamente com o monge Barlaam, pelo concílio palamita de 1351, sob o imperador João VI Cantacuzeno. Os dois primeiros livros do Περὶ οὐσίας καὶ ἐνεργείας, os únicos publicados até hoje, são reproduzidos em Migne, P. G., t. CLI, col. 1192-1242; os iambos contra Palamas, ibid., t. CL, col. 844-861; os iambos a Nicéforo Gregoras, ibid., t. CXLVI, col. 29-30, 72-73; as epístolas ao mesmo, ibid., col. 68-69, 84-86.

A. Ehrhard em Geschichte der byzantinischen Literatur de K. Krumbacher, 2ª ed., Munique, 1897, p. 100-102.

Autor original: E. Marin

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