ACÁCIO DE BERÉIA

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Acácio de Bereia (Alepo), nascido por volta de 322, abraçou a vida monástica ainda muito jovem, nos arredores de Antioquia. Eusébio de Samósata, regressando do exílio após a morte de Valente, reconheceu seus méritos e ordenou-o bispo de Bereia (378). Acácio gozava de um renome de ciência e virtude, exercendo largamente, diz Sozomeno, a hospitalidade. Hist. eccles., VII, 28, P. G., t. LXVII, col. 1504; Teodoreto, Hist. eccles., V, 4, P. G., t. LXXXII, col. 1204; Relig. hist., 2, col. 1314. Pouco depois de sua elevação ao episcopado, trouxe, da parte de Melecio, ao papa Dâmaso, as atas do concílio de Antioquia (380?) e assistiu a um sínodo em Roma, onde subscreveu a doutrina das duas naturezas. Sua intercessão terminou o cisma de Antioquia. Em 381, tomou parte no concílio geral de Constantinopla. Teodoreto, V, 8, col. 1209. Dâmaso afastou-o de sua comunhão por causa da ordenação ilegítima de Flaviano em Antioquia, na qual ele havia cooperado. No início do episcopado de São João Crisóstomo (398), Acácio veio a Constantinopla, onde, crendo-se mal recebido, uniu-se a Severiano e Antíoco para conspirar contra o santo, de quem dizia “que lhe prepararia uma peça de seu ofício: ἐγὼ αὐτὸν καθιστῶ”. Paládio, Vit. Chrysost., 6, 8, P. G., t. XLVII, col. 22-29. Pediu sua deposição e desempenhou um papel ativo nos sínodos reunidos contra ele. Por isso, quando, mais tarde, escreveu, com Alexandre de Antioquia e os bispos da Síria, ao papa Inocêncio I, este só lhe concedeu cartas de comunhão por intermédio de Alexandre, que apoiava seu pedido, e sob a condição de renunciar sem reservas a toda animosidade contra Crisóstomo e aqueles de sua causa. Inocêncio, Epist., XXI (XIX). Cf. Epist., XXII. Teve, com São Cirilo de Alexandria, antes do concílio de Éfeso, ao qual, em razão de sua idade avançada, não assistiu, uma correspondência na qual mostra seu desejo pela emenda de Nestório, bem como seu zelo pela ortodoxia. Ver Labbe, Conciliorum collectio, 1726, t. I, col. 379-885. Mas ele havia escrito anteriormente contra os Capitula de Cirilo. C. Lupus, Ad Ephesinum concilium variæ PP. epistolæ, Veneza, 1726, t. VI, p. 57. Rendeu-se posteriormente às razões do santo doutor, p. 183. Encontram-se no repertório de Lupus as cartas de Acácio a Cirilo, p. 173; a Heládio, p. 177; a Alexandre de Hierápolis, p. 178. A mais importante encontra-se na página 128. — Teria sido também por solicitação de Acácio que Santo Epifânio compôs seu livro das heresias. Hær., I, 2, P. G., t. XLII, col. 176. As variações que a conduta de Acácio nos oferece mostram que, como um verdadeiro sírio, como diz Lupus, ele deu provas de mais versatilidade de espírito do que de malícia, p. 57. Por este motivo, sem dúvida, não teve de sofrer, como a maioria dos perseguidores de São João Crisóstomo, uma morte miserável. Paládio, loc. cit., 17, col. 58-59. Terminou sua vida em 432, à idade de cento e dez anos. Ver Carta de João de Antioquia a Teodósio (431). Lupus, op. cit., p. 54.





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